A humildade é a verdade!

Lembra-te de que és pó e de que pó voltarás a ser. Na nossa origem e no nosso fim somos essencialmente o que verdadeiramente somos. Quando nascemos e quando morremos a verdadeira humildade encontra-se em nós. Durante a vida, a tentação da vangloria se aproxima em troca do reconhecimento dos homens, da sociedade e até de nós mesmos. E como também somos encantados pelo que o exterior nos comunica, temos muita dificuldade em analisar mais detidamente cada pessoa, cada fato, cada acontecimento para buscar sempre a sua essência e não se enganar apenas com o que os olhos podem ver. Os prazeres do mundo, a ganância sem fim, tudo isso nos leva a valorizar o que não tem valor algum diante de Deus. E querendo esses valores, mitigamos uma virtude que deveria nos guiar em todas as nossas ações, a humildade.

São Francisco de Assis nos ensina que o homem é o que ele é diante de Deus, nada mais. Em nossa essência, somos verdadeiramente o que somos diante do nosso Criador. O que os homens possam pensar de nós, o que a sociedade possa achar a nosso respeito, o que queremos que os outros pensem sobre nós, nada disso é a Verdade sobre o que realmente somos. E como a Verdade nos liberta, somente seremos verdadeiramente livres quando tivermos a consciência da nossa essência, do que nós somos, de quem verdadeiramente somos diante de Deus. Cientes da nossa verdade seremos felizes porque não mais nos importará o que os outros ou o que a sociedade possa pensar a nosso respeito. Não precisaremos mais de máscaras, podemos agir sem medo de mostrar ao outro o nosso eu verdadeiro.

“Diz-se que um certo passarinho, por nome tataranho, tem uma virtude secreta, no seu grito e nos seus olhos, de afugentar as aves de rapina e crê-se ser esta a razão da simpatia que as pombas lhe dedicam. Assim nós também podemos dizer que a humildade é o terror de satanás, o rei do orgulho, que ela conserva em nós a presença do Espírito Santo e de seus dons e que por isso foi tão apreciada dos santos e santas e tão querida dos corações de Jesus e de sua Mãe.”

No Magnificat, Nossa Senhora diz que o Senhor nela fez maravilhas porque “olhou para a humildade de sua pobre serva”.

As maravilhas de Deus somente podem habitar num coração verdadeiramente humilde e nisso devemos ser imitadores da Santa Mãe de Jesus.

Nosso Senhor Jesus Cristo, sendo Deus, humilhou-se ao fazer-se homem para carregar sobre si as nossas iniquidades.

Todos os santos de Deus nos dão exemplos de humildade.

A humildade verdadeira e sincera é essencial para que as portas do Céu se abram para nós.

São Francisco de Sales nos fala da humildade nas ações exteriores ao mesmo tempo que enfatiza que a humildade interior é a mais perfeita.

Para este querido santo, a virtude da humildade é contrária ao ato de nos vangloriarmos. Não há verdadeira humildade naquele que está sempre afetado a fazer aparecer o que tem por bem, buscando ostentá-lo e dele se ensoberbecendo.

Ao contrário, exalta a humildade aquele que se esvazia de si para que o Senhor preencha sua miséria com misericórdia, põe em Deus toda sua confiança e tudo o que faz é para mostrar a Sua onipotência em nossa fraqueza.

“O verdadeiro humilde não quer parecer que o é e nunca fala de si mesmo; a humildade, pois, não só procura esconder outras virtudes, mas ainda mais a si mesma”. É o que diz o nosso Santo no livro Filoteia.

E complementa: “Nunca abaixemos os olhos, sem humilharmos o coração; nunca procuremos o último lugar, sem que de bom grado e sinceramente o queiramos tomar. Essa regra é tão geral que não se pode abrir exceção alguma.”

Para sermos humildes, primeiramente, então, precisamos de sinceridade de coração. Precisamos desejar o último lugar, reconhecendo nossa pobreza e que se há algo de bom em nós foi Ele quem fez brotar por sua graça.

Um coração humilde não necessita de honrarias, de reconhecimentos, mas de caridade.

É no exercício da caridade, do amor ao próximo, que as virtudes escondidas pela humildade se revelam, pois a caridade, “não sendo uma virtude humana e mortal, mas celeste e divina e o sol das virtudes, deve sempre dominar sobre todas; de sorte que, se a humildade prejudica a caridade em alguma coisa, é, sem dúvida, uma humildade falsa.”

A perfeição da humildade consiste por isso em preferir o próximo a nós mesmos, justamente porque reconhecemos em nós nossas próprias falhas, baixeza e mesquinhez, nossas fraquezas e abjeções.

Além de reconhecê-las em nós, diz o Santo, devemos até amá-las, pois permitem que exercitemos uma verdadeira humildade diante do nosso irmão.

E sempre que as cometermos, devemos ainda aceitá-las como elas são, com toda sua humilhação e, principalmente, assim que possível e se possível, repará-las; rejeitando assim o pecado com indignação e conservando, com humilde paciência, a nossa abjeção no coração para que nela nos edifiquemos.

O amante da humildade deve ainda conservar sua boa reputação, não porque ela seja um bem desejável em si mesma, mas porque “serve de ornamento à nossa vida e muito nos ajuda a conservar as virtudes”.

E não se trata apenas de manter uma boa reputação, mas de ser em verdade aquilo que os outros julgam de nós.

Por outro lado, a alma verdadeiramente cristã não se pode inquietar por qualquer coisa que se diga sobre si, sob pena de colocar de lado a virtude da humildade para conservar a reputação, sendo aquela muito mais valiosa que esta.

A humildade é a verdade, segundo Santa Teresa D’Ávila. É a verdade que nos liberta. Somente a verdade sobre nós e sobre Deus nos torna verdadeiramente humildes. É a verdade que permite nos reconhecermos pequenos e fracos diante da magnanimidade e glória de Deus.

A Ele e só a Ele devem ser dirigidos todos os louvores e glória. Tudo em nós é graça divina, desde a nossa primeira batida de coração no ventre materno até o último suspiro, quando, enfim, poderemos, pela bondade e misericórdia de Deus, vivermos na eternidade.

Nesse tempo de Quaresma, podemos buscar a conversão do coração à humildade perfeita. Amar ao próximo com todo o valor que ele tem por ter sido criado à imagem e semelhança de Deus e porque, sendo pecadores, necessitamos redimir e reparar cada uma de nossas iniquidades, sempre com confiança no Cristo Crucificado, Caminho, Verdade e Vida.

Santa Faustina Kowalska escreveu que as graças da misericórdia divina são colhidas com o vaso da confiança em Cristo e que “Quanto mais a alma confiar, tanto mais receberá”.

Vamos seguir este tempo de contrição, com extrema confiança em Jesus Cristo, exercitando a humildade sincera em cada um dos nossos pequenos atos, nas ações comuns do dia a dia, colocando em tudo amor e compaixão, por nossos pais, filhos, irmãos, amigos, desconhecidos.

Amar sempre e mais, sem vanglória e sem vaidade. Só por amor, amor ao Cristo traído, preso, flagelado, cuspido, coroado com espinhos, pregado numa Cruz, ridicularizado, faminto e com sede.

Só por amor ao Cristo que não deixou de ser quem era porque foi vilmente tratado.

Só por amor ao Cristo que deu a vida para nos salvar.

Só por amor ao Cristo que venceu a morte, ao Cristo Ressuscitado, Deus Vivo, Deus Conosco!

 

Ana Catarina e Giselle Draeger

Fonte: Introdução à vida devota (Filoteia) São Francisco de Sales.

Eis que faço nova todas as coisas

Eis que mais um ano se iniciará e a esperança de viver melhor se renovará.

Muitos são os desejos, mas com eles diversos também são os desafios.

Nos despedimos do ano que se vai, e nunca mais voltará, contemplando a Sagrada Família de Nazaré, que tem no seu centro o Menino Deus recém-nascido.

Recepcionamos o ano que surge com as bençãos da Santa Mãe de Deus, Rainha da Paz!

O ano que começa traz para nós a oportunidade de seguir mais ainda em direção ao Senhor, buscar os caminhos que nos levará ao Céu.

Viver cada dia como se fosse o último, sem rancores, sem tristeza, sem divisão, sem medo.

Viver cada dia como se fosse o último, com perdão, com alegria, com união e com coragem.

Como diz Santo Afonso de Ligório, não sabemos se esse novo ano será o último vivido nessa terra.

Lembremos também de Santa Teresinha que dizia “Só tenho hoje”.

Podemos segurar a mão de Jesus, que se estende para não nos deixar afundar no agitado mar da nossa vida.

Ocupar-nos de corpo e alma daquilo que nos santifica, executando o mandamento do amor.

Amar a Deus com todo o seu coração e o próximo como a ti mesmo.

Não se pode amar a Deus se não se ama o seu irmão e por isso o mandamento do amor ao próximo é o primeiro na ordem de execução.

Amar o próximo é doar-se inteiramente e toda doação exige sacrifícios.

Jesus doou a sua vida por nós, sacrificou-se para nossa redenção. Ele nos deu o verdadeiro testemunho do Amor. É assim que devemos amar a todos, sem limites, com justiça e retidão, com perdão e mansidão.

Amar certamente não é fácil, não é uma brincadeira. Quanto mais se ama mais disposição se tem para sofrer pelo amado.

Jesus não quer que amemos somente os amigos, mas principalmente os inimigos. Esta é a marca do autêntico cristão: ter a capacidade de amar mesmo não concordando com os erros do outro, pois se ama a alma, a criatura de Deus, e não o seu pecado.

Amar sempre e mais deve ser a busca incessante de todo cristão, pois “Bem aventurados os puros de coração porque verão a Deus”. (Mt. 5, 8).

O ano que se inicia permite um recomeço no amor como prova de que o Amor necessita ser amado.

Podemos sim acolher o Cristo que faz novas todas coisas, que vence a morte e faz triunfar o amor.

Que nos primeiros momentos de 2018 possamos rezar com nosso coração contrito, como ensinou Nossa Senhora aos pastorinhos em Fátima, quiçá até de joelhos:

“Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos, peço-Vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam”.

Fonte: Meditações: Para todos os dias e festas do ano: Tomo I. Santo Afonso Maria de Ligório.

Quem não há de amá-Lo?

estrela de belém

Quando alguém nos faz uma promessa costumamos esperar que honre, cumprindo o que se dispôs a fazer. A promessa gera em nós uma expectativa e uma esperança. Podemos dizer até que a promessa, por si só, é capaz de nos trazer alegria.

Deus prometeu ao seu povo que iria enviar seu próprio Filho para nos salvar. O Messias enviado seria a nossa redenção por tantos erros, por tantas faltas, pelo pecado que nos trouxe a morte, a escuridão. Jesus veio trazer a luz para dissipar as trevas, cumprindo a promessa de Deus conforme anunciaram os profetas.

Hoje nasceu para nós o Salvador!

Se a promessa, por si só, é capaz de nos alegrar, quanto não devemos festejar quando essa promessa se cumpre com a encarnação do Filho de Deus que se faz homem como nós para nos salvar.

O céu inteiro se alegrou e convidou os pastores a dar glória a Deus nas alturas porque chegou a paz na terra aos homens de boa vontade! Jesus veio para nos anunciar que o Reino de Deus está próximo de nós! E os anjos entoaram muitos cânticos de louvor pelo nascimento de Jesus hoje! Por que nós também não havemos de nos alegrar e nos unir ao céu nesse sentimento de euforia?

O céu e a terra se unem neste dia. Deus se faz homem por amor, por um amor infinito pela humanidade. Maria dá a luz ao menino Jesus e tem em seus braços um mistério de redenção, um bebê que é carne de sua carne, que tem seu sangue em suas veias e que, ao mesmo tempo, é Deus. Um menino que deve ser adorado por toda a humanidade, que é a promessa de Deus para nossa salvação.  Como lidar com esse mistério? Os olhos estão vendo seu filhinho que acabou de nascer mas o coração lhe diz que esse é o Messias tão esperado pelo povo de Deus. Ele é o Rei dos Reis e está ali a sua frente tão frágil, precisando de cuidados, precisando de alimento e de colo. Como ninar o Cristo, o filho do Deus vivo? Maria tinha a sensibilidade e o discernimento necessários para cuidar de Jesus porque confiava plenamente na Palavra de Deus e tinha uma fé inabalável.

Deus, em seus mistérios, prefere a simplicidade e a pobreza. E, sendo assim, confunde os poderosos e se assemelha aos pobres, àqueles mais necessitados. Vendo a cena do nascimento do Cristo em um estábulo, penso no que Deus nos quer ensinar e sinto a necessidade de levar sempre essa simplicidade para a minha vida, para a vida de minha família. A noite sagrada, a noite santa, a noite feliz que o mundo inteiro recorda nesta data foi despida de qualquer estrutura necessária para o nascimento de uma criança e aconteceu de um modo que ninguém, por mais humilde que fosse, pudesse imaginar. Nosso Deus ultrapassou todos os limites da pobreza ao permitir que seu filho nascesse numa manjedoura, no frio, envolto em faixas, cercado por animais.

Deus vê o coração humano e nele quer fazer sua morada. Nada lhe é mais importante.

Ele quer nascer num coração pobre, humilde e disposto a ouvir a voz divina, assim como o daqueles pastores que, presenteados com o louvor angelical, correram para ver o Rei, o Salvador. Assim como o coração dos reis magos que, vindo de terras distantes, reconheceram-se como nada diante do Menino, verdadeiro Rei.

Assim como o de Maria e de José que, na simplicidade de um profundo silêncio, apenas amaram com todo o seu ser o Filho que lhes foi dado.

É o nosso Deus Menino que vem para ser amado, adorado e glorificado.

É o nosso Deus Menino que vem nos ensinar a amar mesmo no sofrimento da Cruz.

Envolto em faixas, aquecido pelo seio amoroso de sua mãe, o Deus Menino dorme na paz de uma Noite Feliz. E nos ensina que uma noite é plenamente feliz mesmo numa manjedoura, no frio, na humildade, na verdadeira pobreza. Mesmo que os olhos e o coração humano não consigam ver ou compreender porque naquele nascimento havia tanto o que se alegrar depois de tantos fracassos em busca de um lugar mais digno para o nascimento do Rei.

Jesus escolheu nascer numa família e com isso nos mostra o Seu desejo de reinar em todas as famílias, de ser o Amor que as une, de ser o sentido que as conduz, porque Ele quer que todas as famílias sejam Dele, famílias de Jesus.

Vinde e adoremos o Salvador! Peçamos sua paz, sua beleza, sua pobreza, para o nosso coração, para nossas famílias.

Permita que o Menino Deus more em seu lar, pois, Ele inundará sua vida de Amor, como inundou a terra nesta noite santa.

Busque-o, como fizeram os Reis Magos. Pois, conhecendo-o, quem não há de amá-Lo?

Ele tem uma promessa de vida eterna para nós e essa promessa, por si só, é o motivo de nossa alegria. A cruz nossa, de cada dia, não deve nos afastar dessa certeza, pois nem imaginamos o quanto nos aproxima, mais ainda, dessa promessa.

Vinde e adoremos o Salvador! Sejamos famílias de Jesus, do Menino Rei, nosso maior Amor.

Um milagre que continua

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Olá. Estava com saudades de escrever aqui. Queria muito ter escrito nos dias 27 de novembro e 12 de dezembro recordando, respectivamente, as aparições de Nossa Senhora em Paris, a Santa Catarina Labouré, no ano de 1830 e, no México, ao índio Juan Diego, no ano de 1531.

Tenho um carinho muito especial por Nossa Senhora das Graças e a medalha milagrosa porque é a primeira devoção de que me recordo, tendo início ainda quando criança. Como meu nome é Catarina, isso deve ter ajudado a criar esse laço de amor e carinho com esse acontecimento particular, juntamente pelo fato de trazer sempre comigo a medalha milagrosa que me impressiona desde criança pela denominação decorrente dos inúmeros milagres realizados. “Por meio da medalha foram alcançados tantos milagres que o povo a denominou de Medalha Milagrosa”.

Meu casamento foi no dia 27 de novembro de 2004, abençoado e protegido pela Mãe das Graças. Considero meu matrimônio mais uma das infinitas graças que já me foram concedidas por tão bondosa Mãe.

Nossa Senhora de Guadalupe é uma aparição que me encanta pelo mistério inexplicável do milagre que não terminou. Assim como o povo mexicano, a imagem é belíssima e tem um colorido muito atraente. Gosto muito das cores, dessa beleza que traz em si os traços do lugar que Nossa Senhora visitou. O título de hoje seria o do post do dia 12 de dezembro que não consegui escrever.

Mais uma vez, assim como em Aparecida e no Rio Potengi, Nossa Senhora no México se apresenta aos mais humildes e pobres.

Eu te agradeço, ó Pai, por ter escondido estas coisas aos sábios e inteligentes e tê-las revelado aos pequenos e aos humildes” diz Jesus.

Deus vê sempre o coração, Deus vê a essência. Só os humildes estão livres de distrações que perturbam o coração e não permitem que Deus em nós seja pleno, faça sua morada.

O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe continua porque se traduz na própria imagem gravada há quase cinco séculos em tecido feito de cacto que se deteriora em menos de vinte anos. Analisada por vários peritos em química e em pintura, a imagem é um mistério insondável. Ampliada, observa-se a figura de Juan Diego, do Bispo e do intérprete refletida e gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora como nos olhos de alguém se reflete aquilo que se vê.

Tanto no México quanto em Paris, o céu nos deixa imagens gravadas para também gravarmos em nosso coração a Virgem Maria que já nos tem gravados em seu olhar.

Não tinha planejado escrever neste dia até ter ido a missa hoje pela manhã agradecer por um milagre que também continua acontecendo a cada minuto na minha vida e na vida de minha família. Meu milagre perene se chama Miguel Ângelo, meu primeiro filho, que há oito anos, numa confraternização de nossa família, entrou na piscina sem que ninguém percebesse e foi encontrado já boiando emborcado, sem batimento, sem respiração, já roxinho.

Ele tinha dois anos e eu estava com Rafael, com dez meses, nos meus braços. Ele foi socorrido por um anjo de Deus, pediatra, meu primo querido, que, mesmo em condições bem desfavoráveis, não desistiu de lutar para reanimá-lo. Continuou insistindo e, pela Graça de Deus, ao som das palavras pronunciadas pelo Arcanjo Gabriel à Virgem Santíssima, meu Miguel voltou à vida! E voltou com muita alegria e plenitude porque Deus não faz nada pela metade.

Todos os abraços, as risadas, os choros, as vitórias comemoradas, cada gol que ele faz é  uma graça de Deus. É um milagre que se perpetua no tempo e que está aqui na nossa frente, inexplicável e insondável. Um daqueles raios que saem das mãos de Nossa Senhora gravada na medalha milagrosa desceu sobre Miguel no dia 20 de dezembro de 2009 quando, ao som da oração do anjo Gabriel, pedíamos ao céu socorro para que nos livrasse de sua morte. Não tenho dúvida alguma de que todos que estavam ao redor daquela piscina, suplicando por um milagre, pedindo pela vida daquela criança, estavam também refletidos no olhar da Virgem de Guadalupe.

E Deus mais uma vez nos concedeu a vida de Miguel!

Nossa Senhora disse a Santa Catarina Labouré que tem graças infinitas para derramar sobre a humanidade, mas as pessoas não pedem. Nossa Senhora disse que suas mãos se estendem sobre a terra com o peso das graças a serem derramadas, como a imagem da medalha. Peçamos, peçamos, peçamos as graças que elas virão até nós. Tenhamos fé.

“A Santíssima Virgem disse-me: ‘Eis o símbolo das Graças que derramo sobre todas as pessoas que mas pedem …’ Formou-se então, em volta de Nossa Senhora, um quadro oval, em que se liam, em letras de ouro, estas palavras: ‘Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a Vós’. Depois disso o quadro que eu via virou-se, e eu vi no seu reverso: a letra M, tendo uma cruz na parte de cima, com um traço na base. Por baixo: o Sagrado Coração de Jesus e o Sagrado Coração de Maria. O de Jesus, cercado por uma coroa de espinhos em chamas, e o de Maria também em chamas e atravessado por uma espada, cercado de doze estrelas. Ao mesmo tempo, ouvi distintamente a voz da Senhora, a dizer-me: ‘Manda, manda cunhar uma medalha por este modelo. As pessoas que a trouxerem, com devoção, hão de receber muitas graças”.

Disse Nossa Senhora de Guadalupe a Juan Diego:

“Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado.”

E, por fim, hoje aprendo mais uma vez que devemos sempre confiar em Deus e nunca nos entristecer se algo não saiu exatamente como queríamos ou planejamos.

Deus sempre tem ideias melhores e, quando menos esperamos, um milagre acontece!

 

Toda pulcra és Maria!

Oh Maria, para mim não era necessário que, em 1854, o Papa Pio IX tivesse proclamado o dogma da tua Imaculada Conceição.

Também não era necessário que, 04 anos depois, em sua aparição em Lourdes, na França, a Senhora tivesse dito que seu nome era “Imaculada Conceição”.

Bastava-me a anunciação do anjo Gabriel para saber essa verdade.

Deus não seria gerado num ventre onde o pecado pudesse ter habitado.

Deus não nasceria na impureza.

Deus não seria amamentado em seios indignos.

Deus não cresceria num lar sem santidade.

O Menino Deus escolheu nascer de ti. Escolheu ser amado por primeiro por teu coração.

Em silêncio, em tua pureza santa, foste a primeira morada do Senhor nesta terra.

Ele quis o teu sim e te preparou para recebê-Lo.

Providenciou que a triste mancha do pecado original, que nos retirou do Paraíso, não te alcançasse.

Ele queria nascer de ti, queria ser obra do teu amor.

E, para isto, precisava que fostes toda pura, pois não poderia ser diferente com aquela que viria a carregá-Lo por nove meses e Dele cuidaria por toda vida.

Refletindo sobre tudo isto, não consigo deixar de admirar mais ainda o Bom José, teu santo esposo, bondoso pai do Menino Deus.

Imagino o coração de José enchendo-se do mais puro amor olhando para ti, carregando o Nosso Senhor.

José, certamente, compreendeu quão pura eras, para que Deus a tivesse escolhido para ser Mãe do Salvador.

Ele também não precisava de nenhuma confirmação de que eras imaculada desde a concepção.

Os fatos já falavam por si.

Olhando nos teus olhos, ouvindo a tua voz, sentindo o Menino Deus mexer-se em teu ventre, tudo isso era suficiente para o Bom José ter certeza da sua conceição imaculada.

E assim, mãe santíssima, desejo te amar, sabendo que em ti o pecado nunca habitou, o mal nunca teve vez.

Sempre fostes de Deus, consagrada desde todo o sempre, desde quando estavas nas entranhas de tua mãe.

E que essa verdade permeie o coração de muitos, assim como habitava no coração de São José.

Que não sejamos ingratos com o Menino Deus por não amar a sua mãe como ela verdadeiramente merece.

Honremos Maria, imaculada, santa, toda pulcra!

“Onde essa imagem chegar, nenhuma desgraça acontecerá!”

apresentaçao

Também aqui em Natal Nossa Senhora quis fazer morada.
Veio com as ondas do mar e foi encontrada por humildes pescadores. Trazia uma mão estendida, parecendo que sustentava algo, e, no colo, trazia o seu filho.
A mão estava vazia, mas foi unanimidade entre todos que naquela mão haveria de ter um rosário que certamente caiu na imensidão do mar. O que significava, então, este fato?
A imagem da Virgem foi encontrada escondida dentro de um caixote, no dia 21 de novembro, na margem direita do rio Potengi, encalhada entre as pedras e na confrontação com a Igreja do Rosário que havia sido erguida pelos negros, muitos escravos, por amor à Santa Mãe do Céu.
As coisas de Deus não são coincidências, e sim providências.
Então, o que significa Nossa Senhora ser encontrada no dia consagrado pela Igreja à sua apresentação ao Templo por seus pais?
E mais ainda, por que ela quis ser encontrada na confrontação da Igreja dos pobres e por humildes pescadores?
É algo que não pode passar despercebido entre os fiéis dessa Santa e bondosa Mãe.
Assim, meditando todas essas circunstâncias especiais de sua aparição, penso que a Virgem quer ser encontrada por todos, mas aqueles que tem um coração humilde a encontrarão mais facilmente.
O nosso coração humilde é o que nos instiga a desvendar o mistério da nossa salvação que veio através de uma corajosa mulher. Precisamos abrir os caixotes da nossa alma para compreender que, em tudo, Jesus quis ter uma mãe por perto, para gerá-lo, amamentá-lo, educá-lo, ouvi-lo e fazer sua vontade.
Não são as mães as primeiras a querer satisfazer todas as vontades de seus filhos? Por que seria diferente com Maria?
Na confrontação da Igreja do Rosário dos Pretos, Nossa Senhora foi achada num simples caixote. Este fato também nos faz crer que Maria quer dizer que ela é mãe de todos, independentemente de qualquer condição desta vida. Ela está aqui entre nós e quer atender nossas necessidades junto ao menino Jesus que traz em seu colo, seu filho amado, seu filho querido.

E a mão estendida sem o Rosário? Somos nós quem devemos colocar um rosário em suas mãos. Somos nós quem devemos lhes dar as rosas, recitar muitas Ave-Marias para ela, pois “o Senhor é convosco” e “bendita sois vós entre as mulheres”.
E no dia consagrado à sua apresentação ao Templo? Sim, porque Maria quer mostrar que, desde todo o sempre, ela só pertenceu a Deus e é diante dele que quer ter erguido o seu trono, ao seu lado direito, pois às margens direita do imenso rio Potengi foi revelada para o povo sofrido destas terras.

Ela também nos apresenta Jesus: Caminho, Verdade e Vida!
E nos ensina a vê-Lo em todos os que precisam de nós, nos ensina a ter olhos para ver, ouvidos para ouvir e coração para sentir a dor daqueles que mais sofrem bem perto de nós. A Mãe nos ensina a esquecer a nossa dor, o nosso sofrimento e partir em direção dos nosso irmãos exatamente como fez Jesus, especialmente quando, no caminho do Calvário olhou para as mulheres que choravam e as consolou.

Vinde Virgem da Apresentação e do Rosário habitar em nossos corações humildes! Temos muitas rosas para te oferecer. É ao seu Menino que queremos seguir, ouvir e fazer a vontade, como também fizeste, bondosa Senhora.

“Onde essa imagem chegar, nenhuma desgraça acontecerá!”

Fonte: http://arquidiocesedenatal.org.br/padroeiro

Todos podemos ser Santos

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Deus, que nos criou, nos chama à santidade!

Jesus mesmo nos disse: Sede Santos, como o vosso Pai celeste é Santo. Se Jesus nos deu esta ordem, ela é possível de ser cumprida! Deus não iria nos inspirar algo que não estivesse ao nosso alcance. Precisamos acreditar que isso é possível! E lutar para vencer o que dentro de nós impede que a graça de Deus se manifeste em nossas vidas e na vida daqueles que estão perto de nós ou mesmo bem distantes, pois, hoje, temos recursos que nos permitem levar boas notícias ao mundo inteiro sem precisar sair do lugar.

Assim como cada um de nós é único neste mundo, também é única a forma de corresponder a esse chamado. Nenhum santo é igual ao outro. Por isso, para sermos santos podemos nos inspirar nos grandes exemplos que temos em nossa Igreja para vermos como eles lutaram e foram fortes e, ainda, como eles também tinham fragilidades que se transformavam em fortaleza para a Glória de Deus.

No entanto, devemos ter sempre a consciência de que podemos ser santos vivendo o nosso dia-a-dia, na forma como Deus nos chamou, com os desafios que nos são propostos a cada manhã. Precisamos entender que não é preciso viver exatamente como viveram os santos para corresponder ao que Deus quer de nós, mas devemos viver buscando seguir com fidelidade o Evangelho, o que Deus inspira em nossas orações, o que nosso coração anseia. Silencie, ouça a voz de Deus falando em seu coração.

Buscar seguir o que Deus ensina em todos os momentos de nossa vida, estar atento à Sua voz, lutar sempre contra o mal, buscar o caminho da perfeição, doar-se a Deus, amá-Lo por inteiro com toda a nossa força e com toda a nossa alma, exercitar a humildade, a obediência, a paciência, a caridade. É o que aprendemos com os santos e como somos chamados a viver!

Dom Bosco nos ensinou que a santidade consiste em: Ser alegre, cumprir bem os seus deveres e amar os irmãos.

Se Deus nos inspira a santidade, ela é possível! Muitos conseguiram e hoje estão na Glória de Deus. Temos muitos amigos no céu esperando por nós e nos ajudando na batalha.

Vamos combater o bom combate, completar a carreira e guardar a fé. A coroa da Justiça nos espera!

 

Festejemos sempre o bom e o belo

Santos do Senhor

Você já percebeu como as festas de Halloween estão crescendo em número e popularidade em nosso país nos últimos anos? Aparentemente uma brincadeira inofensiva que inicialmente começou a ser celebrada em escolas de idioma na tentativa de imitar a cultura americana, mas essa prática se espalha assustadoramente em escolas tradicionais, festas particulares e até como tema de festas natalícias de crianças!

Mas qual o significado do Halloween?

“All hallow’s eve” é uma palavra que provém do inglês antigo, e que significa “véspera de todos os santos”, já que se refere à noite de 31 de outubro, véspera da Festa de Todos os Santos. Entretanto, o antigo costume anglo-saxão lhe roubou seu sentido religioso para celebrar em seu lugar a noite do terror, das bruxas e dos fantasmas. O Halloween marca um triste retorno ao antigo paganismo.

E qual a origem do Halloween?

Esta festa foi criada pelo povo Celta, há mais de 2.000 anos, inicialmente chamada de Samhain. Eles acreditavam que ao final de Outubro (período de colheita), os espíritos do mal retornavam para o mundo real e nesta data eles enfeitavam suas casas com objetos assustadores e cultuavam o deus do mal, consultavam-lhe sobre previsões do futuro, saúde, morte…essa celebração se tornou muito popular na Grã Bretanha mesmo após sua cristianização.

Em 609 d.c., o Papa Bonifácio IV instituiu a Festa de Todos os Santos no calendário da Igreja, e pouco mais de um século após, o Papa Gregório III mudou a sua data para 1o. de Novembro, talvez no desejo de estimular os cristãos, especialmente da Grã Bretanha, a celebrarem a vida dos santos, e não os espíritos do mal, como acontecia no festival Samhain.

E na astúcia daqueles que participam de seitas satânicas, ocultismo e bruxarias, a festa do Halloween foi se difundindo em clara oposição à nossa Festa de Todos os Santos.

Não se iluda! O Halloween NÃO é uma brincadeira inofensiva!

Várias seitas satânicas tem nesta data o ápice de suas celebrações, o dia a se cultuar o príncipe do mal! Sacrifícios humanos e de animais são realizados com fervor nesta data, também pactos com o maligno. Sem falar nos crimes, agressões a jovens e atos de vandalismo que acontecem nesta data em vários países.

E por que razão nós, católicos, permitimos que nessa festa nossos filhos se vistam como diabos, bruxas, caveiras, fantasmas, mortos…? Muitos pais até irão dizer: “…mas meus filhos participam desta festa vestidos de fantasias comuns, fadas, super-heróis, então não há problema algum, trata-se apenas de diversão!”  Cuidado! Isto NÃO é verdade! Sabemos através de religiosos que estudaram este tema (especialmente os exorcistas) e também de ex-praticantes destas seitas, que nesta data o poder das trevas é tão exaltado que exerce uma influência inconsciente em nossos jovens e crianças. A magia e a feitiçaria permitem que o poder do mal vá adentrando em nossas famílias quando abrimos “brechas”, e quão “escancaradas” ficam as portas das nossas casa nesta data ao celebrarmos o poder do maligo…!

Cada pai e mãe tem o livre arbítrio de dizer NÃO a estas celebrações. Nossos filhos não são obrigados a participarem de tais aberrações. Façamos diferente! Vamos intensificar nossas orações em família no dia 31 de outubro. Vamos exaltar a importância de celebramos a linda vida de tantos santos de nossa religião!

Em nosso grupo nós celebramos a Festa de Todos os Santos de maneira muito divertida! Fantasiamos cada criança de um santo diferente, falamos a eles sobre a vida de alguns santos e depois compartilhamos as guloseimas. Diversão garantida!!!

“Não permitam que se ache alguém no meio de vocês que queime em sacrifício o seu filho ou a sua filha; que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria ou faça encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos.

O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, o seu Deus, vai expulsar aquelas nações da presença de vocês.

Permaneçam inculpáveis perante o Senhor, o seu Deus”.        Deuteronômio, 18,10-13

“As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou queremos provocar a ira do Senhor? Acaso somos mais fortes do que ele?”   1 Cor 10,19-22

Vanessa Giffoni

A bênção, João de Deus!

São João Paulo II

Cantai a Deus um canto novo! Cantai a Deus, ó terra inteira!

Nosso santo de hoje, muito amado por toda a humanidade, entoou a Deus durante sua vida sempre um canto novo, porque ele amava o novo, amava a juventude, amava as artes e o esporte, amava com todo seu ser a Deus e à Virgem Maria. Esse amor transpassava a sua alma e chegava até nós. Todos podiam sentir esse Amor Verdadeiro que irradiava do coração do nosso saudoso e muito, muito querido João Paulo II.

E sempre inovando, durante seu pontificado também realizou muitas viagens, anunciando o Evangelho a todas as criaturas, indo e levando a Boa Nova ao mundo inteiro. A missão que lhe foi confiada por Deus estava pulsando sempre em seu coração e era correspondida ainda que sob ameaça de atentados, de hostilidade, da própria dificuldade de locomoção advinda com a idade. Ninguém calava essa voz, sua alma nunca envelheceu.

Apesar das doenças que chegavam e não queriam mais ir embora, ele permanecia firme e não desanimava, seu cântico novo não deixava de ser entoado. E os nossos corações acompanhavam fervorosos cada missão, cada país visitado, cada notícia que era veiculada sobre a sua vida, sobre a sua missão, sobre a sua saúde. Toda a humanidade estava envolvida em sua missão. Deu a Deus tudo o que tinha e lutou ardentemente até chegar ao céu, até receber a coroa da glória.

Hoje, lembrando deste santo que parece estar bem perto de nós porque é nosso amigo querido com o qual estivemos várias vezes, recebemos sua visita em nossa terra, um amigo que aterrissou em nosso aeroporto e beijou nosso solo, um amigo que queríamos sempre dele ter notícias. Um amigo que nos fez pedir a Deus pela recuperação de sua saúde e que nos fez chorar com a sua partida para o céu.

Hoje, a lembrança deste amigo deve ser para nós uma inspiração divina em seguir o seu exemplo de cantar a Deus um cântico novo, de ir ao mundo inteiro levar a Boa Nova a todas as criaturas, de ser alegre, de amar até aquele que tenta contra a sua própria vida, perdoá-lo e ir visita-lo na prisão.

Hoje o céu se abre em festa e nós, como nosso amigo querido que está lá, devemos buscar amar a Deus e a Virgem Maria com todo nosso ser e, como bom cristão, nunca deixar de lutar para, ao final de tudo, assim também como nosso amigo, receber a coroa da Glória!

“Não tenham medo! Abram as portas para Cristo!” São João Paulo II

“A Igreja só será jovem, quando os jovens forem Igreja.” São João Paulo II

“O futuro da humanidade passa pela família. Só ela salva!” São João Paulo II

Mártires da fé

Após 372 anos dos martírios de um sem número de fiéis, um dia de medo, crueldade e muito sofrimento, um número de 30 foram identificados e agora canonizados pela Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Hoje, aqueles dias, 16 de julho e 03 de outubro, se transformaram para nós em sinal de perfeito oferecimento a Deus.

Estes homens, mulheres, jovens e crianças, sacerdotes e leigos, são para nós a prova viva de que Deus ama além do que imaginamos, que Deus tem desígnios que não conhecemos, mas que são destinados sempre a um bem maior.

Temos agora o testemunho destes primeiros mártires do Brasil para nos inspirar a amar as coisas de Deus, a Santa Missa, a Santa Eucaristia.

Aquela missa de Cunhaú, interrompida pelos seus algozes, foi terminada lá no Céu.

Os Santos Mártires não negaram a fé mesmo diante dos piores horrores, mesmo vendo seus filhos, pais, irmãos e amigos passando por tamanha dor.

Deus os socorreu com o dom da fortaleza e Nossa Senhora do Carmo com eles certamente esteve, pois o primeiro martírio, o de Cunhaú, foi justamente no seu dia.

É a disposição de amar a Deus sobre tudo e apesar de tudo que nos faz fortes, pois como diz São Paulo, “quando me sinto fraco, então é que sou forte” (II Cor 12, 10).

Deus mesmo é a nossa força.

E de todo esse sangue derramado, o que mais enobrece o nosso coração é imaginar que, naquele momento, os santos de Deus exclamavam muitas orações, a ponto de terem que lhes cortar as línguas para que não mais as proferissem.

São Mateus Moreira, em Uruaçu, que não teve a língua cortada, mas teve o coração arrancado pelas costas, ainda neste momento, reverenciou a Eucaristia, louvando o Santíssimo Sacramento do Altar.

Deus não permite que nada aconteça sem um motivo.

E penso que o exemplo deixado por estes fiéis para todos nós brasileiros pode ser um deles, pois quantos há que tem medo ou vergonha de assumir a sua fé, de rezar antes de suas refeições, de falar de Deus para seus amigos, de participar de uma vida voltada para Aquele que tudo merece.

Sinto-me abençoada de ter vivido nesse tempo da canonização dos primeiros mártires do Brasil e, mais ainda, de ser norte-riograndense como eles.

Santos mártires do Brasil, roguem por nós, por nossas famílias.