“Onde essa imagem chegar, nenhuma desgraça acontecerá!”

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Também aqui em Natal Nossa Senhora quis fazer morada.
Veio com as ondas do mar e foi encontrada por humildes pescadores. Trazia uma mão estendida, parecendo que sustentava algo, e, no colo, trazia o seu filho.
A mão estava vazia, mas foi unanimidade entre todos que naquela mão haveria de ter um rosário que certamente caiu na imensidão do mar. O que significava, então, este fato?
A imagem da Virgem foi encontrada escondida dentro de um caixote, no dia 21 de novembro, na margem direita do rio Potengi, encalhada entre as pedras e na confrontação com a Igreja do Rosário que havia sido erguida pelos negros, muitos escravos, por amor à Santa Mãe do Céu.
As coisas de Deus não são coincidências, e sim providências.
Então, o que significa Nossa Senhora ser encontrada no dia consagrado pela Igreja à sua apresentação ao Templo por seus pais?
E mais ainda, por que ela quis ser encontrada na confrontação da Igreja dos pobres e por humildes pescadores?
É algo que não pode passar despercebido entre os fiéis dessa Santa e bondosa Mãe.
Assim, meditando todas essas circunstâncias especiais de sua aparição, penso que a Virgem quer ser encontrada por todos, mas aqueles que tem um coração humilde a encontrarão mais facilmente.
O nosso coração humilde é o que nos instiga a desvendar o mistério da nossa salvação que veio através de uma corajosa mulher. Precisamos abrir os caixotes da nossa alma para compreender que, em tudo, Jesus quis ter uma mãe por perto, para gerá-lo, amamentá-lo, educá-lo, ouvi-lo e fazer sua vontade.
Não são as mães as primeiras a querer satisfazer todas as vontades de seus filhos? Por que seria diferente com Maria?
Na confrontação da Igreja do Rosário dos Pretos, Nossa Senhora foi achada num simples caixote. Este fato também nos faz crer que Maria quer dizer que ela é mãe de todos, independentemente de qualquer condição desta vida. Ela está aqui entre nós e quer atender nossas necessidades junto ao menino Jesus que traz em seu colo, seu filho amado, seu filho querido.

E a mão estendida sem o Rosário? Somos nós quem devemos colocar um rosário em suas mãos. Somos nós quem devemos lhes dar as rosas, recitar muitas Ave-Marias para ela, pois “o Senhor é convosco” e “bendita sois vós entre as mulheres”.
E no dia consagrado à sua apresentação ao Templo? Sim, porque Maria quer mostrar que, desde todo o sempre, ela só pertenceu a Deus e é diante dele que quer ter erguido o seu trono, ao seu lado direito, pois às margens direita do imenso rio Potengi foi revelada para o povo sofrido destas terras.

Ela também nos apresenta Jesus: Caminho, Verdade e Vida!
E nos ensina a vê-Lo em todos os que precisam de nós, nos ensina a ter olhos para ver, ouvidos para ouvir e coração para sentir a dor daqueles que mais sofrem bem perto de nós. A Mãe nos ensina a esquecer a nossa dor, o nosso sofrimento e partir em direção dos nosso irmãos exatamente como fez Jesus, especialmente quando, no caminho do Calvário olhou para as mulheres que choravam e as consolou.

Vinde Virgem da Apresentação e do Rosário habitar em nossos corações humildes! Temos muitas rosas para te oferecer. É ao seu Menino que queremos seguir, ouvir e fazer a vontade, como também fizeste, bondosa Senhora.

“Onde essa imagem chegar, nenhuma desgraça acontecerá!”

Fonte: http://arquidiocesedenatal.org.br/padroeiro

Todos podemos ser Santos

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Deus, que nos criou, nos chama à santidade!

Jesus mesmo nos disse: Sede Santos, como o vosso Pai celeste é Santo. Se Jesus nos deu esta ordem, ela é possível de ser cumprida! Deus não iria nos inspirar algo que não estivesse ao nosso alcance. Precisamos acreditar que isso é possível! E lutar para vencer o que dentro de nós impede que a graça de Deus se manifeste em nossas vidas e na vida daqueles que estão perto de nós ou mesmo bem distantes, pois, hoje, temos recursos que nos permitem levar boas notícias ao mundo inteiro sem precisar sair do lugar.

Assim como cada um de nós é único neste mundo, também é única a forma de corresponder a esse chamado. Nenhum santo é igual ao outro. Por isso, para sermos santos podemos nos inspirar nos grandes exemplos que temos em nossa Igreja para vermos como eles lutaram e foram fortes e, ainda, como eles também tinham fragilidades que se transformavam em fortaleza para a Glória de Deus.

No entanto, devemos ter sempre a consciência de que podemos ser santos vivendo o nosso dia-a-dia, na forma como Deus nos chamou, com os desafios que nos são propostos a cada manhã. Precisamos entender que não é preciso viver exatamente como viveram os santos para corresponder ao que Deus quer de nós, mas devemos viver buscando seguir com fidelidade o Evangelho, o que Deus inspira em nossas orações, o que nosso coração anseia. Silencie, ouça a voz de Deus falando em seu coração.

Buscar seguir o que Deus ensina em todos os momentos de nossa vida, estar atento à Sua voz, lutar sempre contra o mal, buscar o caminho da perfeição, doar-se a Deus, amá-Lo por inteiro com toda a nossa força e com toda a nossa alma, exercitar a humildade, a obediência, a paciência, a caridade. É o que aprendemos com os santos e como somos chamados a viver!

Dom Bosco nos ensinou que a santidade consiste em: Ser alegre, cumprir bem os seus deveres e amar os irmãos.

Se Deus nos inspira a santidade, ela é possível! Muitos conseguiram e hoje estão na Glória de Deus. Temos muitos amigos no céu esperando por nós e nos ajudando na batalha.

Vamos combater o bom combate, completar a carreira e guardar a fé. A coroa da Justiça nos espera!