estrela de belém

Quando alguém nos faz uma promessa costumamos esperar que honre, cumprindo o que se dispôs a fazer. A promessa gera em nós uma expectativa e uma esperança. Podemos dizer até que a promessa, por si só, é capaz de nos trazer alegria.

Deus prometeu ao seu povo que iria enviar seu próprio Filho para nos salvar. O Messias enviado seria a nossa redenção por tantos erros, por tantas faltas, pelo pecado que nos trouxe a morte, a escuridão. Jesus veio trazer a luz para dissipar as trevas, cumprindo a promessa de Deus conforme anunciaram os profetas.

Hoje nasceu para nós o Salvador!

Se a promessa, por si só, é capaz de nos alegrar, quanto não devemos festejar quando essa promessa se cumpre com a encarnação do Filho de Deus que se faz homem como nós para nos salvar.

O céu inteiro se alegrou e convidou os pastores a dar glória a Deus nas alturas porque chegou a paz na terra aos homens de boa vontade! Jesus veio para nos anunciar que o Reino de Deus está próximo de nós! E os anjos entoaram muitos cânticos de louvor pelo nascimento de Jesus hoje! Por que nós também não havemos de nos alegrar e nos unir ao céu nesse sentimento de euforia?

O céu e a terra se unem neste dia. Deus se faz homem por amor, por um amor infinito pela humanidade. Maria dá a luz ao menino Jesus e tem em seus braços um mistério de redenção, um bebê que é carne de sua carne, que tem seu sangue em suas veias e que, ao mesmo tempo, é Deus. Um menino que deve ser adorado por toda a humanidade, que é a promessa de Deus para nossa salvação.  Como lidar com esse mistério? Os olhos estão vendo seu filhinho que acabou de nascer mas o coração lhe diz que esse é o Messias tão esperado pelo povo de Deus. Ele é o Rei dos Reis e está ali a sua frente tão frágil, precisando de cuidados, precisando de alimento e de colo. Como ninar o Cristo, o filho do Deus vivo? Maria tinha a sensibilidade e o discernimento necessários para cuidar de Jesus porque confiava plenamente na Palavra de Deus e tinha uma fé inabalável.

Deus, em seus mistérios, prefere a simplicidade e a pobreza. E, sendo assim, confunde os poderosos e se assemelha aos pobres, àqueles mais necessitados. Vendo a cena do nascimento do Cristo em um estábulo, penso no que Deus nos quer ensinar e sinto a necessidade de levar sempre essa simplicidade para a minha vida, para a vida de minha família. A noite sagrada, a noite santa, a noite feliz que o mundo inteiro recorda nesta data foi despida de qualquer estrutura necessária para o nascimento de uma criança e aconteceu de um modo que ninguém, por mais humilde que fosse, pudesse imaginar. Nosso Deus ultrapassou todos os limites da pobreza ao permitir que seu filho nascesse numa manjedoura, no frio, envolto em faixas, cercado por animais.

Deus vê o coração humano e nele quer fazer sua morada. Nada lhe é mais importante.

Ele quer nascer num coração pobre, humilde e disposto a ouvir a voz divina, assim como o daqueles pastores que, presenteados com o louvor angelical, correram para ver o Rei, o Salvador. Assim como o coração dos reis magos que, vindo de terras distantes, reconheceram-se como nada diante do Menino, verdadeiro Rei.

Assim como o de Maria e de José que, na simplicidade de um profundo silêncio, apenas amaram com todo o seu ser o Filho que lhes foi dado.

É o nosso Deus Menino que vem para ser amado, adorado e glorificado.

É o nosso Deus Menino que vem nos ensinar a amar mesmo no sofrimento da Cruz.

Envolto em faixas, aquecido pelo seio amoroso de sua mãe, o Deus Menino dorme na paz de uma Noite Feliz. E nos ensina que uma noite é plenamente feliz mesmo numa manjedoura, no frio, na humildade, na verdadeira pobreza. Mesmo que os olhos e o coração humano não consigam ver ou compreender porque naquele nascimento havia tanto o que se alegrar depois de tantos fracassos em busca de um lugar mais digno para o nascimento do Rei.

Jesus escolheu nascer numa família e com isso nos mostra o Seu desejo de reinar em todas as famílias, de ser o Amor que as une, de ser o sentido que as conduz, porque Ele quer que todas as famílias sejam Dele, famílias de Jesus.

Vinde e adoremos o Salvador! Peçamos sua paz, sua beleza, sua pobreza, para o nosso coração, para nossas famílias.

Permita que o Menino Deus more em seu lar, pois, Ele inundará sua vida de Amor, como inundou a terra nesta noite santa.

Busque-o, como fizeram os Reis Magos. Pois, conhecendo-o, quem não há de amá-Lo?

Ele tem uma promessa de vida eterna para nós e essa promessa, por si só, é o motivo de nossa alegria. A cruz nossa, de cada dia, não deve nos afastar dessa certeza, pois nem imaginamos o quanto nos aproxima, mais ainda, dessa promessa.

Vinde e adoremos o Salvador! Sejamos famílias de Jesus, do Menino Rei, nosso maior Amor.

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