Determinada Determinação

Gian-Lorenzo-Bernini-Ecstasy-of-Saint-Teresa

Ouvindo falar sobre a Vida de Santa Teresa D’Ávila, dentre as tantas belas lições, uma que mais me marcou foi a expressão determinada determinação, porque é exatamente aquilo que mais precisamos em nossas vidas.

Uma determinada determinação de se entregar a Deus em toda nossa inteireza, com nosso corpo e nossa alma, com tudo aquilo que integra o nosso viver, nossa família, nossos filhos, nossos bens materiais e espirituais, nossos sentimentos, nossas alegrias e nossas dores, enfim, tudo.

Ser todo de Deus e para Deus. Em tudo amar, sem nada negar.

Louvar a Deus no primeiro instante em que abrir os olhos pela manhã, viver com Ele cada minuto do dia e, ao final, quando a noite chegar, dirigir-se para Ele e agradecer. Agradecer os desafios, as lutas, os momentos de alegria e de amor. Agradecer sempre. Viver em oração, com o coração voltado para Deus, com determinada determinação.

Não foi sem propósito que Santa Teresa, referindo-se à vida de oração, disse que devemos ter uma determinada determinação. Tanto porque a oração é o começo de uma verdadeira amizade com Deus, como porque Santa Teresa era uma mulher muito determinada.

Aos sete anos de idade, desejosa de ir para o Céu, foi encontrada por um tio, já no portão da cidade de Ávila, pronta para fugir com seu irmão Rodrigo com o objetivo encontrar os mouros e por eles serem mortos como mártires. Para eles, isto era a certeza do Céu.

Ainda pequena, sua brincadeira preferida era fundar mosteiros, tal qual um prenúncio daquilo que mais tarde faria enquanto grande reformadora do Carmelo.

Quando sua querida mãe morreu, aos seus quatorze anos, pôs-se aos pés de uma imagem de Nossa Senhora para pedir-lhe, em meio a lágrimas, que dali em diante a tomasse como sua filha.

Embora tivesse até pretensões de casar, decidiu-se pela vida religiosa por acreditar que era mais garantia de sua ida ao Céu. Quão determinada determinação de chegar à morada celeste!

Já no convento, Teresa adoeceu tão gravemente que seu pai levou-a para casa. Passados alguns dias em estado que a todos parecia estar morta, inclusive com todos os preparativos para seu enterro tomados, o seu amoroso pai agarrou-se ao seu corpo e disse: “esta minha filha não é para enterrar!”. Com isso, não permitiu que ela fosse enterrada e, certamente por um milagre, ela retornou à vida, curando-se após algum tempo de tal enfermidade. Vemos daí de quem a Santa herdou esta determinada determinação!

Mais tarde, de volta ao convento, sentindo que havia muitas distrações para a vida de oração e contemplação que necessitava, conseguiu autorização para fundar um convento, o Carmelo de São José! De início, eram somente ela e quatro irmãs, que logo se transformaram em doze, como os doze apóstolos, no pobre Carmelo de São José.

Queria Santa Teresa travar a sua luta dentro do claustro, pois, em suas palavras, eram como guerreiras, soldados protegendo o Castelo. Queria fazer o que estivesse ao seu alcance, que era a contínua oração e contemplação de Deus, por toda a Igreja e por toda a humanidade:

“Determinei-me então a fazer este pouquinho a meu alcance, que é seguir os conselhos evangélicos com toda a perfeição possível e procurar que estas poucas irmãs aqui enclausuradas fizessem o mesmo”.

Pensava Santa Teresa que tudo se encerraria por aí, mas não. Deus ainda se valeria muito mais de sua determinada determinação.

Santa Teresa fundou diversos conventos, teve uma larga vivência mística e, ainda, deixou um tesouro escrito para nós.

Numa de suas experiências místicas, relatou a Santa que um anjo apareceu-lhe com um dardo de ouro comprido nas mãos, em cuja ponta de ferro havia um pouco de fogo. Com este dardo, perfurou-lhe o coração algumas vezes, atingindo-lhe as entranhas.

Relatou a Santa que: “A dor era tão grande que eu soltava gemidos, e era tão excessiva a suavidade produzida por essa dor imensa que a alma não desejava que tivesse fim nem se contentava senão com a presença de Deus”.

Quando o coração humano já ama a Deus em todo seu limite e este amor não é capaz de aumentar humanamente, Deus pode enviar os seus anjos para transverberar este coração, transformá-lo em outro, que, inundado por imenso amor de Deus, agora sim é capaz de amá-Lo sem limites.

Há muitos relatos destes entre os santos, mas o que mais chama a nossa atenção no caso de Santa Teresa é que, após dez anos de sua morte e vinte da transverberação, seu corpo foi exumado e, por encontrar-se incorrupto, a pedido de um bispo, o seu coração foi retirado, a fim de ser exposto na cidade de Alba de Tormes onde ela morreu. Qual não foi a surpresa quando constaram que em seu coração havia um ferida cicatrizada, com sinais de cauterização, a qual se encaixava perfeitamente ao relato de Santa Teresa da visita do anjo com um dardo de fogo. Era algo humanamente impossível alguém ter sobrevivido a um ferimento daquele, causado por fogo, no coração, ainda mais cauterizado.

Até hoje o coração de Santa Teresa, juntamente com seu braço esquerdo, encontram-se incorruptos e repousam no Convento da Anunciação, em Alba de Tormes, local de sua morte.

Pouco antes de morrer, ouviu-se a Santa ainda declarar: “Oh, Senhor, por fim, chegou a hora de nos vermos face a face! Morro como filha da Igreja”.

Assim pôde dizer Santa Teresa porque em toda sua vida agiu com determinada determinação.

Ah! Que possamos também nós colhermos deste ensinamento algo para nossa vida.

Podemos, sim, começar aos poucos, mas sempre determinados a dar o melhor neste pouco.

Nas mais singelas coisas da vida, determinar-se a colocar todo o amor que tivermos, porque um pequeno ato de amor apaga uma multidão de pecados.

E, quando verdadeiramente nos determinamos a realizar algo por Deus e para Deus, uma transformação acontece em nós e, de forma reflexiva, contagia a muitos que conosco convivem.

Lembre-se: determinada determinação!

Encontre o Caminho e busque a Perfeição. Entre pela porta do Castelo, adentre nos seus mais belos salões e festeje com o Rei! Ele te espera!

Santa Teresa D’Ávila, rogai por nossas famílias.

Fonte:

https://padrepauloricardo.org/episodios/o-que-e-a-transverberacao

https://padrepauloricardo.org/episodios/o-caminho-da-perfeicao

Eis aí tua Mãe!

Nas contas do Rosário, posso louvar e honrar uma bondosa Mãe.

Que oração singela e delicada é essa que ao longo dos séculos foi se formando entre os santos homens, mulheres e crianças de nossa santa Igreja?

É uma oração agradável aos ouvidos de uma Mãe amorosa, uma oração que lhe aquece o coração, pois, a cada vez que repetimos “Ave Maria, cheia de graça”, ela revive aquele alegre e inesperado momento em que o Anjo Gabriel lhe deu a feliz notícia da encarnação do Filho de Deus, Nosso Senhor.

Na recitação do Rosário, Maria revive o seu momento de entrega total aos planos de Deus, não só como filha, mas como serva, escrava do Senhor: “Eis aqui a serva do Senhor.” (Lc 1, 38).

Sua vontade conformou-se com este “sim” à vontade do Senhor em toda plenitude. Uma única vontade: a vontade de salvar as almas, de trazer todos à salvação eterna.

Aprendemos desde pequenos que cada Ave Maria rezada é uma rosa que se entrega à Virgem Mãe e daí o nome de Rosário.

Ora, é este sentimento que devemos ter ao recitar as contas do rosário. Que à nossa Mãe presenteamos com rosas de alegria e de amor, de confiança e esperança.

Maria é uma Mãe amorosa de todos os filhos e almas deste mundo porque assim quis Jesus Cristo quando, crucificado e após sofrer as mais cruéis torturas, olhou cheio de amor para sua mãezinha e, preocupado em não a deixar sozinha e desamparada, falou ao discípulo amado: “Eis aí a tua Mãe.” (Jo 19,27).

Sejamos nós este discípulo amado a receber, respeitar e cuidar desta Santa Mãe: A Mãe de Jesus.

Faça dela sua Mãe, pois assim como ela cuidou de Nosso Senhor, amamentando, vestindo, educando, colocando para dormir, dando beijos de carinho, abraços de amor infinito, passando os dedos em seus cabelos, sentido o seu doce cheiro, com o coração cheio de amor materno, também ela será assim com você.

Jesus não se afastou de Maria e Maria nunca se afastou de Jesus. Sempre juntos.

Pouco se fala de Maria na Bíblia, mas uma coisa é inquestionável: ela carregou o Cristo em seu ventre e esteve com Ele até seu último suspiro, sofrendo as dores da Cruz.

Uma Mãe que não abandona o Filho, um Filho que não abandona a Mãe.

Nas Glórias de Maria, Santo Afonso de Ligório nos traz as seguintes palavras de Novarino sobre a proteção de Nossa Senhora quando vê seus filhos em perigo no meio da tempestade da tentação: “Esconde-os amorosamente em suas próprias entranhas e ali os guarda até que os coloca no seguro porto do paraíso.”.

Amemos nossa Mãe sem medo de amá-la demais. Jamais seremos capazes de amá-la tanto como a amou o seu filho Jesus.

Confie! Ela não é capaz de desprezar um filho sequer que a chama e reconhece como Mãe. À ela, Jesus também disse: “Eis aí o teu filho!” (Jo 19,26). Seja você este filho!

Distribua rosas para ela todos os dias. Ensine seus filhos a também o fazerem. Coloquem muito amor nestas rosas e, quando um dia chegar no Céu, a Virgem do Rosário te receberá ornada com estas mesmas rosas!

“O amor de Deus é a flor e a misericórdia o fruto.”  (D. 949)

Sempre fiquei muito impressionada com a forma que Deus se revela e age em seus santos, seus eleitos.

E muito mais me impressionou a história de Santa Faustina Kowalska.

Foi uma amiga querida quem primeiro me apresentou a esta Santa e logo dela me tornei devota.

Iniciando a leitura do seu Diário da Misericórdia fiquei extasiada com a frequência que esta grande Santa via o Nosso Senhor Jesus e como Ele lhe falava de coisas cotidianas, preocupando-se com pequenos detalhes de sua vida.

Uma outra coisa que também me deixou deslumbrada foi a forma direta e clara com a qual Jesus se comunicava com Santa Faustina.

Ordens específicas sobre como pintar o quadro de Jesus Misericordioso, quais frases dizer na oração pela misericórdia e o horário em que deveria ser recitada esta mesma oração.

Jesus chega, inclusive, a ensinar uma jaculatória à Santa Faustina para que reze às três horas, caso suas obrigações não permitam a oração completa do terço da misericórdia.

E foi assim, diante de todo esse cuidado e zelo de Nosso Senhor, numa pedagogia antes desconhecida por mim, que compreendi o quanto Deus se preocupa com todos os aspectos de nossas vidas e o quanto Ele quer que, em todas as nossas necessidades, recorramos a Sua Misericórdia.

Neste ano de 2017, fui escolhida por Santa Faustina para ser minha Santa protetora, pois uma outra grande amiga me ensinou o costume de, no primeiro dia do ano, fazer um sorteio com nomes de muitos santos, do qual deveriam participar todos da família. Segundo a tradição, era o santo quem lhe escolheria, e não você ao santo, para lhe proteger no ano novo que se iniciaria.

E qual não foi minha grata surpresa quando, lendo o Diário de Santa Faustina, vi que, em seu convento, tinham o mesmo costume e que a Santa esperava e se alegrava muito com este momento, de sortear o seu santo protetor.

Sinto-me, assim, no direito de dizer que quero ser sua amiga, Santa Faustina, e que quero levar nesta amizade todas as famílias de Jesus, todas as famílias que desejam ardentemente ser de Jesus, todas as famílias que ainda não O conhecem, todas as famílias que necessitam do verdadeiro Amor.

Obrigada, minha amiga, Secretária da Misericórdia, por ter sempre sido humilde e obediente ao Nosso Senhor Jesus, por nos ensinar como O devemos amar e a Santa Virgem.

Quero colocar todas as famílias sob os raios das Misericórdia do Senhor, porque como dissestes em seu Diário, minha amiga do Céu: “Foi à luz dos Vossos raios da Misericórdia que compreendi quanto me amais.” (D.1487).

Assim, desejo de todo coração que, confiantes no amor de Deus por nós, possamos sempre nos aconchegar nestes raios de misericórdia que jorram para nós. E lá, neste cantinho especial, possamos sentir o consolo para nossas dores e preocupações de cada dia, num abraço apertado de um Pai Misericordioso.

Sempre me guarda!

Somos ensinados desde bem pequenininhos a rezar para o nosso Anjo da Guarda, pedindo-lhe proteção e, verdadeiramente, dela precisamos.

Deus quis se servir de seus anjos para nos guardar e deu um Anjo da Guarda a cada um de nós, desde o nascimento, porque são inúmeros os perigos pelos quais passamos nesta vida. E não falo só dos perigos físicos, mas, principalmente, dos perigos espirituais.

O que nós mais desejamos para nossos filhos, além de saúde, é uma vida livre de amizades maliciosas, de vícios dos mais variados e de tristezas injustificadas.

O que mais queremos, por outro lado, é que nossos filhos encontrem sentido para suas vidas e que este sentido seja, em primeiro lugar, o amor a Deus, sobre o qual devem vir alicerçadas todas as outras coisas.

Ah! Como precisamos dos anjos da guarda de nossos filhos, como devemos conversar com eles diariamente e nunca esquecer que eles habitam nossa casa e, por isso, estão sempre conosco.

O anjo que Deus escolheu para cada um de nós é puro e deseja ardentemente ver realizada a vontade do Pai para seus filhos, criados imagem e semelhança da Trindade Santa.

E, vejam só, olhando para as diversas imagens do Santo Anjo da Guarda, sempre vemos criancinhas próximas do perigo, como um abismo ou uma ponte, e, este, de braços abertos, sempre pronto para amparar os pequenos por qualquer passo em falso.

Confiemos nos nossos Anjos da Guarda, nos anjos de todos de sua família. Poderíamos até dizer na “família” de anjos que mora com você, que busca verdadeiramente ver sua felicidade no Céu!

Sejamos puros como criancinhas, porque como disse Nosso Senhor, os anjos dos pequeninos contemplam sem cessar a face do Pai que está nos Céus (Mt 18, 10).

E, se seu Anjo está assim tão perto da face de Deus, quem somos nós para desprezá-los e não os amar imensamente?

Por isso, amigos, conversem com seu Anjo da Guarda, façam dele seu melhor amigo, tornem os anjos de seus filhos seus fiéis escudeiros!

Salve, Santo Anjo do Senhor!

Deus nos fala

sao jeronimo

Amigos, estamos num dia muito especial para nós católicos.

Comemoramos neste último dia de setembro o dia da Bíblia Sagrada, na qual encontramos toda a verdade revelada por nosso bom e amoroso Deus.

Quer conhecer melhor o nosso Deus? Compreender um pouco sobre os seus ensinamentos e forma de educar seus filhos? Quer saber o que Ele sonhou para nós?

Dedique-se a leitura das sagradas escrituras e verá que já não será mais cego. O Senhor abrirá os seus olhos como abriu os de São Paulo.

E, caso não compreenda algumas histórias ou os motivos de Deus, como por exemplo o Dilúvio, o pedido do sacrifício de Isaac, a história de Jó, socorra-se do ensinamento da Santa Igreja Católica, pois fundado nos santos homens de Cristo, que, inspirados pelo Espírito Santo, compilaram, traduziram e até hoje nos ajudam a decifrar os mistérios de Deus com nossa razão, fé e amor.

Como diz São Jerônimo, o tradutor da Bíblia para o latim: “Comece agora o que você será daqui para sempre!”.

Então, o momento é agora de conhecer a palavra de Deus, de se apoiar na doutrina da Igreja, de unir sua família em torno desta verdade.

Conte sempre com nossas orações!

Obs.: Ficou curioso sobre o leão na foto? A história é bem interessante e você pode encontrar a explicação neste link:

http://tesourosdaigrejacatolica.blogspot.com.br/2012/06/sao-jeronimo-e-o-leao.html

 

O Monte Gargano

Monte Gargano

No final do século V, chegou aos ouvidos do Bispo de Siponto, cidade que ficava aos pés do monte Gargano, na Itália, a história do pastor que tentando tirar um novilho de dentro da caverna disparou uma flecha que para ele retornou na mesma velocidade.

Julgou que era um sinal de Deus e ordenou três dias de jejum em toda a diocese, pedindo ao Senhor que se dignasse revelar-lhe do que se tratava.

Deus o ouviu e, passados três dias, o Arcanjo Miguel apareceu ao bispo noticiando o desejo de Deus de que ali se edificasse uma igreja em sua honra, para reavivar a fé e a devoção dos fiéis no seu amor e proteção, como anjo custódio da Igreja Católica.

Tendo o bispo comunicado ao povo a visão, foram ao local e lá encontraram uma caverna espaçosa em forma de templo, cavada na rocha, com uma fenda natural na abóboda de onde jorrava a luz que a iluminava. Nada mais era preciso do que por um altar-mor para celebrar os Divinos Mistérios.

Nunca mais, até hoje, se deixou de celebrar ali a Santa Missa e os ofícios litúrgicos.

Deus consagra esse lugar ao longo dos séculos com graças e milagres de toda espécie, em favor dos que lá acorrem.

Fonte: Devocionário a São Miguel Arcanjo – Editora Canção Nova.

 

Criança Evangeliza Criança

Os 10 Mandamentos do Senhor

Os 10 mandamentos - final 001Na preparação para sua Primeira Comunhão, após estudarmos os Dez Mandamentos, minha filha fez este belo trabalho e pediu que ele fosse compartilhado no site para ajudar outras crianças a aprender.

No seu desenho, o Anjo Gabriel, mensageiro do Senhor, veio contar as crianças os Dez Mandamentos da Lei de Deus e, mais ainda, os dois Mandamentos de Ouro de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao o próximo como a si mesmo”.

E na sua família, vocês costumam falar sobre o Senhor e meditar sobre a Palavra de Deus? Façam esta experiência de catequese em casa e vejam como a sabedoria das crianças aquece o nosso coração! Depois, nos conte como foi este momento com seus filhos e, quem sabe, até nos mande uma obra de arte para compartilharmos aqui.

Seria uma grande alegria!

Abraços fraternais!

Salve Rainha, Mãe de Misericórdia!

Nossa Senhora com Jesus no colo - maior

Já parou para pensar que o corpo de Jesus era o corpo de Maria? Que o sangue que corria em Jesus era o mesmo de Maria? Maria era virgem quando Jesus foi concebido, quando o Espírito Santo a cobriu com Sua sombra. Então, Jesus era todo de Maria e Maria toda de Jesus. Uma união plena entre mãe e filho.

Fico imaginando como eles eram parecidos fisicamente e, mais ainda, em seu jeito de ser, de falar, de olhar e de ouvir. Jesus aprendendo com Maria e Maria aprendendo com Jesus.

E daí vem um pensamento, se Jesus é Rei, Maria, sua mãe, não pode ser outra coisa a não ser também Rainha. A monarquia de Jesus é também de Maria. A glória do reino de Jesus é a mesma glória do reino de Maria. Como poderia isso ser diferente?

Se Jesus é o Rei do Universo, Maria, sua mãe, outra coisa não poderia ser, a não ser também Rainha do Universo.

E é com segurança que afirmamos que tudo o que está sujeito ao império de Deus também se submete ao domínio de Maria, os anjos, os homens e todas as coisas do céu e da terra.

Mas, se você parar para pensar mais um pouco, verá que Maria não é uma Rainha qualquer, mas uma Rainha que é cheia de doçura e de clemência, que sempre busca fazer o bem para nós, pobres pecadores.

É por isso que na oração da Salve Rainha saudamos Nossa Senhora como Mãe de Misericórdia, porque ela é Rainha de Misericórdia.

Os reis, quando coroados, recebem uma unção especial para sempre realizar obras de misericórdia para o seu povo, mas isso não significa que não devam fazer valer a justiça com aqueles que cometem crimes.

Já Maria, oh Maria, ela não! Ela, embora Rainha, não é rainha da Justiça, mas da Misericórdia, inclinada só à piedade e ao perdão dos pecadores. O principal ofício de Maria é justamente este: socorrer e aliviar os miseráveis.

Sabendo que temos uma Rainha assim só temos motivos para nos alegrar, porque nossa Rainha é uma Mãe cheia de misericórdia e piedade para conosco.

Ora, Jesus, que ama a sua Mãe sem medidas, seria por acaso capaz de negar-lhe algum pedido, qualquer que seja? Tenho certeza que não. Acredite você também! Com Maria como sua intercessora e de sua família, tudo será providenciado por ela, a quem seu Filho amoroso nada consegue negar.

Na Bíblia, um bom exemplo é o da rainha Ester. O rei Assuero, por amor a ela, não foi capaz de negar-lhe o pedido de libertar o seu povo (Est 7, 3). Do mesmo modo, o Senhor Jesus não nega um pedido sequer de sua amada mãe pelos pobres pecadores.

Já se escreveu, inclusive, que “Maria abre o oceano imenso da misericórdia de Deus a quem quer, quando quer e como quer. Pelo que não há pecador, nem o maior de todos, que se perca, se Maria o protege”.

Em Maria nada há de terrível e de severo e, por isso, nenhum infeliz pecador deve temer chegar à sua presença, porque ela é toda benigna e amável. Ora, “quem são os súditos da Rainha de Misericórdia, senão os miseráveis?

Pois então, se queremos nos salvar com segurança, devemos recorrer a esta doce, amorosa e bondosa Mãe, cujo coração se inclina apenas à misericórdia com todos os que lhe pedem, mesmo que possuam uma multidão de pecados.

É por isso que nunca, nunca, podemos nos desanimar ou desistir, quando temos em Maria uma Mãe cheia de graça e misericórdia, em quem podemos sempre confiar, mesmo que nossa vergonha de estar diante de Deus seja imensa.

Maria e o seu amor são sempre maiores que o nosso pecado, por maior que ele seja. É sua presença ao nosso lado que garante a nossa salvação, já que a sua luz resplandecerá sobre nós e o amor do seu Filho por ela permitirá que alcancemos o perdão pelas nossas iniquidades.

Confiemos em Maria, nossa Mãe, Rainha da Misericórdia!

Fonte: Glórias de Maria. Santo Afonso de Ligório.

A Criação do Mundo

 

Criação do Mundo

Foi Deus quem criou o céu e a terra e tudo o que neles existe. Poderia até ter criado tudo isso num só instante, mas escolheu fazer o mundo em seis dias.

No primeiro dia, Deus disse: “Faça-se a luz!” e, de repente, houve luz!

No segundo dia, Ele fez o firmamento.

No terceiro, separou as águas da terra e mandou que a terra produzisse plantas, flores e toda a espécie de frutos.

No quarto dia, Deus fez o sol, a lua e as estrelas.

No quinto, Ele criou os peixes e as aves.

Ah! No sexto dia, Deus criou todos os animais e o homem!

No sétimo dia, Deus cessou a criação, viu que tudo era muito bom e descansou. Este dia foi chamado de sábado, que significa descanso. Deus abençoou o sétimo dia e o santificou.

Quando Deus criou o homem, ele o fez à sua imagem e semelhança. Deus formou o corpo do homem de terra e depois soprou em seu rosto, dando-lhe uma alma imortal.

Ao primeiro homem, Deus chamou de Adão, que significa formado da terra. Adão foi colocado num lugar cheio de delícias, chamado Paraíso terrestre.

Adão, no entanto, sentia-se só, apesar de todos os animais e de tudo aquilo que havia sido criado por Deus.

Então, Deus fez com que Adão dormisse um sono profundo e, enquanto ele dormia, Deus lhe tirou uma costela e dela formou a mulher.

Assim que Adão viu a mulher, chamou-a de Eva, que quer dizer vida, e exclamou: “Eis agora aqui o osso de meus ossos e a carne de minha carne”. (Gn 2, 23). “Por esse motivo, o homem deixará o pai e a mãe para se unir à sua mulher; e os dois serão uma só carne”. (Gn e, 24).

Certa vez, perguntaram a Jesus Cristo se era permitido o homem deixar a sua esposa e, fazendo referência à criação do homem e da mulher, Ele respondeu: “Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher? E que também disse: Por isso o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne? Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu o homem não separe!”. (Mt 19, 3-6).

Lendo sobre a criação do mundo, percebemos que a cada coisa criada Deus via que sua obra era boa. Deus não se contentou em apenas criar, mas, ao final, Ele contemplou a sua criação com muito amor e viu que ela era muito boa. Deus tinha um plano para cada uma destas coisas que foram criadas e até apontou o caminho por Ele desejado para cada uma delas.

Deus desejou que a terra fosse verdejante, que as árvores fossem frutíferas, que os animais se multiplicassem e fossem fecundos; mas só ao homem Deus deu uma alma imortal e a ele confiou toda a obra da criação. Deus criou a mulher para o homem e o homem para a mulher, para que juntos, unidos em uma só carne, formassem uma família, abençoada com filhos e santidade.

Fonte: Catecismo Maior de São Pio X; Teologia do Corpo: O amor humano no plano divino (São João Paulo II).

E Deus criou o mundo

Deus criador

Quem ou o quê criou o mundo?

Eu, particularmente, penso ser mais difícil acreditar que todo o universo criado resultou, simplesmente, de uma explosão, sem qualquer intervenção divina.

E o que havia antes desta explosão? O que a provocou? De que matéria ela surgiu?

Se o mundo surgiu apenas desta explosão, sem a presença de Deus, como as coisas ao nosso redor são tão perfeitas?

São inúmeras as belezas naturais, incalculáveis as espécies animais e imensurável o valor de um ser humano.

Tudo isso leva a crer que algo verdadeiramente superior conduziu para que as coisas fossem como são. Eu vejo uma grande sabedoria e harmonia nas coisas criadas que jamais poderiam resultar tão-somente de uma mera explosão ou mesmo do passar de bilhões de anos.

Há algo a mais, você não acha? Certamente, esse algo a mais é Deus, princípio e fim de tudo, o alfa e o ômega.

O primeiro livro da Bíblia conta esta verdade da criação. Tudo o que existe foi criado por Deus.

Não é que se negue a existência do Big Bang ou até mesmo que as espécies possam ter evoluído, mas de se constatar que isso, por si só, é muito insuficiente para explicar a existência deste imenso universo e tudo que nele se contém.

E veja você: é a nossa razão humana quem confirma a existência de Deus, pois nada surge do nada e há uma ordem em todas as coisas criadas que somente poderia decorrer de um ser superior que seja maior que elas.

Qual é a regra da natureza que define a proporção das coisas criadas? Por exemplo, de onde vem a lei de que o carbono, depois de submetido a tais e quais circunstâncias, numa das profundas camadas internas da crosta terrestre, em determinadas condições de temperatura e pressão, transforme-se justamente num diamante? E a formação do homem no ventre materno? De cada um de seus órgãos? É tudo obra do acaso?

Eu não acredito. E você?

Por isso, quando os seus filhos perguntarem sobre a criação do mundo, não tenham medo de contar a verdade da criação contida no livro do Gênesis, pois ali está encerrada uma narrativa religiosa da verdade, um verdade teológica, e não um tratado científico.

Entre todas as teorias e hipóteses científicas elaboradas, é justamente a verdade revelada neste livro que melhor explica ao coração humano de onde ele vem e porque foi criado, que lhe revela a razão de toda a criação e nos dá o primeiro sinal do amor de Deus pela humanidade.

Segundo o autor sagrado, Deus escolheu criar o mundo em seis dias e, ao final de cada dia, via que o que havia criado era bom. No sexto dia, após criar, finalmente, o homem à sua imagem e semelhança, viu que tudo era muito bom e contemplou a sua criação.

Portanto, Deus criou todas as coisas do céu e da terra, do visível ao invisível, dos tempos e, assim, dele tudo procede. Deus, além de ter constituído o mundo, o conserva e o sustenta, fazendo com que cada uma das coisas sejam quem são. (Denzinger, C:1a).

Fontes:

Catecismo Maior de São Pio X;

Teologia do Corpo: O amor humano no plano divino (São João Paulo II).

Denzinger, n. 4206.

https://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2007/09/20/vaticano-nega-incompatibilidade-entre-evolucionismo-e-criacionismo/

https://blog.comshalom.org/carmadelio/5408-adao-e-eva-existiram-lendo-genesis-com-o-cardeal-ratzinger