Caridade, coragem e confiança!

Há poucos meses, lendo sobre a vida de São Maximiliano Kolbe, tive uma aula prática sobre a caridade.

Ele era um sacerdote polonês que foi preso no Campo de Concentração de Auschwitz em virtude da influência que exercia, principalmente com a sua revista dedicada à Imaculada. De lá, ele pôde nos dar um dos maiores testemunhos da verdadeira caridade.

Eis que tendo fugido um preso do bloco 14, ao qual pertencia São Maximiliano Kolbe, foi dito que se ele não aparecesse até o dia seguinte à tarde, dez prisioneiros morreriam em seu lugar. Eles seriam enviados para o bunker da fome. Um lugar horrível, um pequeno quartinho subterrâneo, onde ficariam sem comida, sem água e sem roupa, até que a morte os viesse visitar.

Assim, após ficarem o dia inteiro em pé, no sol escaldante de julho de 1941, o comandante deu início a escolha dos prisioneiros e um deles saiu da fila, desesperado, chorando e gritando que tinha esposa e filhos e agora esses ficariam órfãos.

Os relatos descrevem que São Maximiliano Kolbe deixou o seu lugar na fila e olhou fixamente para o comandante, com seu corpo magro, fraco, abatido, mas com serenidade. O comandante retirou o revólver do coldre e mandou parar aquele a quem chamou de “porco polonês”.

Um gesto de desobediência como esse teria sido o suficiente para a execução de muitos outros, no entanto, o sádico comandante não atirou em Frei Kolbe e o ouviu dizer: “Eu gostaria de morrer no lugar de um destes condenados…”. Em resposta, sem compreender tal atitude, o comandante pergunta-lhe o porquê de querer ir no lugar de um outro. Então, São Maximiliano, para convencer o comandante, diz que está velho e que não serve mais para nada.

Após, quando lhe é indagado no lugar de quem ele queria ir, São Maximiliano Kolbe diz que no lugar daquele que tem mulher e filhos, o pai de família.

No bunker da fome, a principal missão do Frei Maximiliano era salvar a alma dos nove homens que estavam com ele, não permitir que morressem com ódio no coração. Ele rezava constantemente, cantava hinos de louvores a Deus e à Imaculada, e os gritos e maldições ouvidos nas celas vizinhas transformaram-se também em orações.

Durante todo o tempo que permaneceu no bunker, nunca era visto sentado ou deitado, mas apenas em pé ou de joelhos. Assistiu a cada um dos seus companheiros no momento da morte, dando-lhes esperança da vida eterna. Receberam a absolvição geral e tiveram suas almas encomendadas à Deus.

Após 14 dias no bunker, dia 14 de agosto de 1941, véspera da festa da Assunção da Imaculada, morrem os três últimos companheiros do Frei Maximiliano Kolbe, restando apenas ele ainda vivo, que por estar tão debilitado já não se aguentava em pé, nem de joelhos.

Vendo que o Frei ainda não havia morrido, o carrasco entra no bunker com uma seringa na mão e, nessa hora, ciente do que estava acontecendo, São Maximiliano estende-lhe o braço, dando a sua vida, com este gesto, para a salvação de muitas almas.

Um prisioneiro que exercia o ofício de coveiro, Borgowiec, depois relatou que os outros corpos estavam sempre imundos, mas o do Frei Kolbe estava limpo e até brilhava.

Franciszek Gajowniezek era o nome do prisioneiro, o pai de família, que foi salvo por São Maximiliano Kolbe. Ele morreu aos 93 anos, após presenciar a beatificação e canonização daquele sacerdote católico que lhe deu a vida.

A primeira lição aprendida da vida de São Maximiliano Kolbe é de que não existe caridade sem coragem. Uma pessoa caridosa, necessariamente, deve revestir-se de coragem. Não uma coragem qualquer, mas uma coragem que impulsiona o nosso coração e o nosso agir para algo muito superior ao que tínhamos imaginado num primeiro momento.

Essa coragem verdadeira nos faz suplantar limites dentro do nosso próprio interior. Com ela vencemos batalhas e conflitos que insistem em permear o nosso viver. É preciso coragem para amar. Todo amor exige sacrifícios em prol da pessoa amada, seja ela nosso familiar ou nosso amigo, quiçá até alguém totalmente desconhecido.

Por isso, a caridade é a mais bela expressão do amor. Através dela, enxergamos no outro uma alma digna de ser amada, um irmão que é imagem e semelhança de Deus e onde habita o Espírito Santo. E é essa toda a motivação para brotar um amor que não tem amarras, que tudo pode, tudo suporta.

A segunda lição aprendida é que a coragem exigida pela caridade necessita, impreterivelmente, de uma confiança inabalável. São Kolbe colocava toda sua confiança em Cristo Jesus e na Imaculada, pois, mesmo sabendo que haveria de sofrer, tinha segurança de que nunca seria abandonado. Mesmo quando estava sendo agredido, humilhado, com fome e sede, cansado, não tinha ódio no coração e tudo fazia para que seus amigos também não o tivessem. Tudo ele oferecia à Imaculada para a salvação das almas.

Ele repetia sempre: “Por Jesus Cristo, estou pronto a suportar tudo. A Imaculada está comigo e me ajuda!” E ainda que houvesse risco de castigos cruéis, atendia a confissão dos que a pedissem, dava a sua pequena porção de comida dizendo que os outros tinham mais fome que ele, animava todos com palavras ungidas e de confiança em Deus.

A terceira lição é o valor imenso de uma família para Deus, pela qual até um sacerdote doa a sua vida. É reconhecer a importância e dignidade de um pai e esposo.

Nossa família é tão preciosa que Deus não mede limites para mantê-la unida. Ele permite que os seus melhores santos sejam sacrificados por ela. Precisamos ter coragem de lutar pela nossa família e, acaso haja algum risco de perdê-la, rogar a Deus como fez o preso salvo por São Maximiliano. É no seio da família que a caridade verdadeira deve mais ainda transparecer, sacrifícios diários de amor entre marido e mulher, pais e filhos.

Quando ainda criança, Nossa Senhora apareceu para São Maximilano Kolbe e lhe mostrou  duas coroas, uma branca simbolizando a pureza, e outra vermelha, o martírio. Perguntou ao menino Kolbe qual delas escolhia e ele disse que ficaria com as duas. E foi assim que São Maximiliano morreu: puro e mártir.

Com sua vida dedicada a glorificar o nome de Nossa Senhora e de inteira entrega a Jesus Cristo, este Santo nos ensina a confiar, a ter coragem, porque a caridade é caminho certo de salvação.

Não há caridade sem coragem e nem coragem sem confiança.

Sejamos confiantes mesmo diante dos maiores problemas e dificuldades, ainda que insuperáveis.

Deus nos dará coragem se confiarmos Nele e, por consequência, a caridade abundará em nós.

Sagrado Coração de Jesus, nós temos confiança em Vós!

Fontes:

Vida de São Maximiliano Kolbe. Pe. Ivo Montanhese.

Conheça o homem que São Maximiliano Kolbe salvou de Auschwitz

A bênção, João de Deus!

São João Paulo II

Cantai a Deus um canto novo! Cantai a Deus, ó terra inteira!

Nosso santo de hoje, muito amado por toda a humanidade, entoou a Deus durante sua vida sempre um canto novo, porque ele amava o novo, amava a juventude, amava as artes e o esporte, amava com todo seu ser a Deus e à Virgem Maria. Esse amor transpassava a sua alma e chegava até nós. Todos podiam sentir esse Amor Verdadeiro que irradiava do coração do nosso saudoso e muito, muito querido João Paulo II.

E sempre inovando, durante seu pontificado também realizou muitas viagens, anunciando o Evangelho a todas as criaturas, indo e levando a Boa Nova ao mundo inteiro. A missão que lhe foi confiada por Deus estava pulsando sempre em seu coração e era correspondida ainda que sob ameaça de atentados, de hostilidade, da própria dificuldade de locomoção advinda com a idade. Ninguém calava essa voz, sua alma nunca envelheceu.

Apesar das doenças que chegavam e não queriam mais ir embora, ele permanecia firme e não desanimava, seu cântico novo não deixava de ser entoado. E os nossos corações acompanhavam fervorosos cada missão, cada país visitado, cada notícia que era veiculada sobre a sua vida, sobre a sua missão, sobre a sua saúde. Toda a humanidade estava envolvida em sua missão. Deu a Deus tudo o que tinha e lutou ardentemente até chegar ao céu, até receber a coroa da glória.

Hoje, lembrando deste santo que parece estar bem perto de nós porque é nosso amigo querido com o qual estivemos várias vezes, recebemos sua visita em nossa terra, um amigo que aterrissou em nosso aeroporto e beijou nosso solo, um amigo que queríamos sempre dele ter notícias. Um amigo que nos fez pedir a Deus pela recuperação de sua saúde e que nos fez chorar com a sua partida para o céu.

Hoje, a lembrança deste amigo deve ser para nós uma inspiração divina em seguir o seu exemplo de cantar a Deus um cântico novo, de ir ao mundo inteiro levar a Boa Nova a todas as criaturas, de ser alegre, de amar até aquele que tenta contra a sua própria vida, perdoá-lo e ir visita-lo na prisão.

Hoje o céu se abre em festa e nós, como nosso amigo querido que está lá, devemos buscar amar a Deus e a Virgem Maria com todo nosso ser e, como bom cristão, nunca deixar de lutar para, ao final de tudo, assim também como nosso amigo, receber a coroa da Glória!

“Não tenham medo! Abram as portas para Cristo!” São João Paulo II

“A Igreja só será jovem, quando os jovens forem Igreja.” São João Paulo II

“O futuro da humanidade passa pela família. Só ela salva!” São João Paulo II

Determinada Determinação

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Ouvindo falar sobre a Vida de Santa Teresa D’Ávila, dentre as tantas belas lições, uma que mais me marcou foi a expressão determinada determinação, porque é exatamente aquilo que mais precisamos em nossas vidas.

Uma determinada determinação de se entregar a Deus em toda nossa inteireza, com nosso corpo e nossa alma, com tudo aquilo que integra o nosso viver, nossa família, nossos filhos, nossos bens materiais e espirituais, nossos sentimentos, nossas alegrias e nossas dores, enfim, tudo.

Ser todo de Deus e para Deus. Em tudo amar, sem nada negar.

Louvar a Deus no primeiro instante em que abrir os olhos pela manhã, viver com Ele cada minuto do dia e, ao final, quando a noite chegar, dirigir-se para Ele e agradecer. Agradecer os desafios, as lutas, os momentos de alegria e de amor. Agradecer sempre. Viver em oração, com o coração voltado para Deus, com determinada determinação.

Não foi sem propósito que Santa Teresa, referindo-se à vida de oração, disse que devemos ter uma determinada determinação. Tanto porque a oração é o começo de uma verdadeira amizade com Deus, como porque Santa Teresa era uma mulher muito determinada.

Aos sete anos de idade, desejosa de ir para o Céu, foi encontrada por um tio, já no portão da cidade de Ávila, pronta para fugir com seu irmão Rodrigo com o objetivo encontrar os mouros e por eles serem mortos como mártires. Para eles, isto era a certeza do Céu.

Ainda pequena, sua brincadeira preferida era fundar mosteiros, tal qual um prenúncio daquilo que mais tarde faria enquanto grande reformadora do Carmelo.

Quando sua querida mãe morreu, aos seus quatorze anos, pôs-se aos pés de uma imagem de Nossa Senhora para pedir-lhe, em meio a lágrimas, que dali em diante a tomasse como sua filha.

Embora tivesse até pretensões de casar, decidiu-se pela vida religiosa por acreditar que era mais garantia de sua ida ao Céu. Quão determinada determinação de chegar à morada celeste!

Já no convento, Teresa adoeceu tão gravemente que seu pai levou-a para casa. Passados alguns dias em estado que a todos parecia estar morta, inclusive com todos os preparativos para seu enterro tomados, o seu amoroso pai agarrou-se ao seu corpo e disse: “esta minha filha não é para enterrar!”. Com isso, não permitiu que ela fosse enterrada e, certamente por um milagre, ela retornou à vida, curando-se após algum tempo de tal enfermidade. Vemos daí de quem a Santa herdou esta determinada determinação!

Mais tarde, de volta ao convento, sentindo que havia muitas distrações para a vida de oração e contemplação que necessitava, conseguiu autorização para fundar um convento, o Carmelo de São José! De início, eram somente ela e quatro irmãs, que logo se transformaram em doze, como os doze apóstolos, no pobre Carmelo de São José.

Queria Santa Teresa travar a sua luta dentro do claustro, pois, em suas palavras, eram como guerreiras, soldados protegendo o Castelo. Queria fazer o que estivesse ao seu alcance, que era a contínua oração e contemplação de Deus, por toda a Igreja e por toda a humanidade:

“Determinei-me então a fazer este pouquinho a meu alcance, que é seguir os conselhos evangélicos com toda a perfeição possível e procurar que estas poucas irmãs aqui enclausuradas fizessem o mesmo”.

Pensava Santa Teresa que tudo se encerraria por aí, mas não. Deus ainda se valeria muito mais de sua determinada determinação.

Santa Teresa fundou diversos conventos, teve uma larga vivência mística e, ainda, deixou um tesouro escrito para nós.

Numa de suas experiências místicas, relatou a Santa que um anjo apareceu-lhe com um dardo de ouro comprido nas mãos, em cuja ponta de ferro havia um pouco de fogo. Com este dardo, perfurou-lhe o coração algumas vezes, atingindo-lhe as entranhas.

Relatou a Santa que: “A dor era tão grande que eu soltava gemidos, e era tão excessiva a suavidade produzida por essa dor imensa que a alma não desejava que tivesse fim nem se contentava senão com a presença de Deus”.

Quando o coração humano já ama a Deus em todo seu limite e este amor não é capaz de aumentar humanamente, Deus pode enviar os seus anjos para transverberar este coração, transformá-lo em outro, que, inundado por imenso amor de Deus, agora sim é capaz de amá-Lo sem limites.

Há muitos relatos destes entre os santos, mas o que mais chama a nossa atenção no caso de Santa Teresa é que, após dez anos de sua morte e vinte da transverberação, seu corpo foi exumado e, por encontrar-se incorrupto, a pedido de um bispo, o seu coração foi retirado, a fim de ser exposto na cidade de Alba de Tormes onde ela morreu. Qual não foi a surpresa quando constaram que em seu coração havia um ferida cicatrizada, com sinais de cauterização, a qual se encaixava perfeitamente ao relato de Santa Teresa da visita do anjo com um dardo de fogo. Era algo humanamente impossível alguém ter sobrevivido a um ferimento daquele, causado por fogo, no coração, ainda mais cauterizado.

Até hoje o coração de Santa Teresa, juntamente com seu braço esquerdo, encontram-se incorruptos e repousam no Convento da Anunciação, em Alba de Tormes, local de sua morte.

Pouco antes de morrer, ouviu-se a Santa ainda declarar: “Oh, Senhor, por fim, chegou a hora de nos vermos face a face! Morro como filha da Igreja”.

Assim pôde dizer Santa Teresa porque em toda sua vida agiu com determinada determinação.

Ah! Que possamos também nós colhermos deste ensinamento algo para nossa vida.

Podemos, sim, começar aos poucos, mas sempre determinados a dar o melhor neste pouco.

Nas mais singelas coisas da vida, determinar-se a colocar todo o amor que tivermos, porque um pequeno ato de amor apaga uma multidão de pecados.

E, quando verdadeiramente nos determinamos a realizar algo por Deus e para Deus, uma transformação acontece em nós e, de forma reflexiva, contagia a muitos que conosco convivem.

Lembre-se: determinada determinação!

Encontre o Caminho e busque a Perfeição. Entre pela porta do Castelo, adentre nos seus mais belos salões e festeje com o Rei! Ele te espera!

Santa Teresa D’Ávila, rogai por nossas famílias.

Fonte:

https://padrepauloricardo.org/episodios/o-que-e-a-transverberacao

https://padrepauloricardo.org/episodios/o-caminho-da-perfeicao

O poverello de Assis

são francisco

Olá! Me pediram para escrever sobre São Francisco de Assis em virtude da comemoração de seu dia! Confesso que minha intenção nas próximas linhas passará longe de informar de forma didática sobre a vida desse Santo tão importante para a nossa amada Igreja Católica. Aliás, não tenho autoridade e nem capacidade para fazer tal coisa!

O que vou tentar aqui é relatar como São Francisco entrou na minha vida e as mudanças que fez, o caminho que ele me ensinou e como fiquei apaixonado pelo seu modo de viver, procurando sempre ser o “Evangelho vivo” e gritando pelas ruas da pequena Assis: “ O Amor não é amado”.

Meu caminho de conversão passa diretamente pela descoberta da existência desse homem que viveu na Idade Média, filho de um grande comerciante que nutria em seu filho os mais altos sonhos dessa vida terrena. Filho de Pietro Bernadone e Dona Pica Bernadone, recebeu inicialmente o nome de Giovanni dado por sua mãe, porém, o pai quando chega de viagem muda imediatamente para Francesco, querendo já encaminhar o filho às ambições de nobreza e títulos. E assim Francisco foi criado até se deparar com uma doença, que o deixou acamado por vários dias…nessa doença, o próprio Jesus o foi catequizando assim como fez com São Paulo em sua “queda” do cavalo.

A partir dessa experiência com o próprio Cristo, Francisco nunca mais foi o mesmo!! Vivia pelos cantos da cidade lendo, se emocionando com os pequenos gestos de amor que Jesus lhe demonstrava. As festas, as competições, a loja de tecidos de seu pai, nada disso agora importava mais para Francisco pois ele tinha encontrado o “Grande Tesouro” e estava disposto a vender tudo o que possuía para comprar esse Tesouro!

O resultado nós sabemos: em praça pública, Francisco rompe com seu pai e nasce de novo!

Nessa nova vida, o jovem Francisco resolve viver ao pé da letra o Evangelho.

E não é que seu exemplo vivo acabou atraindo outros jovens, moças e até casais! Eles também queriam viver a simplicidade do Evangelho. E assim deu-se a criação das 3 ordens fundadas pelo próprio Francisco: A dos Frades Menores, a das Clarissas e a Ordem Franciscana Secular!

Lendo sobre sua vida e até agora, neste momento em que escrevo, meu coração se enche de um amor que não consigo explicar! Definitivamente conhecer a história de São Francisco foi o que me fez tentar seguir o caminho do Evangelho! E fico me perguntando, assim como Padre Zezinho em sua música: e se os jovens de hoje topassem com Francisco de Assis??? Teriam mil ideias de renovação? Seriam consciência do povo? Seriam mais irmãos?

Numa era em que se fala mais de diversidade do que semelhança, deveríamos voltar ao básico: Amar a Deus, a criação e os irmãos! Essa é a base da regra Franciscana….São Francisco grita isso há mais de 800 anos!!

Terminando esse texto me veio à mente a grande pergunta que a própria Santa Clara se fez ao se deparar com a nova regra de vida do antigo “bon vivant” Francesco: “Será que tenho tamanho amor por Cristo como ele??”

Paz e bem!!

Protomártires

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Cunhaú e Uruaçu

Foram palco do martírio

E como a Jesus no Calvário

Do olhar da Mãe de Deus o auxílio

Tanto sangue derramado

No nosso chão potiguar

Por amor a Jesus Cristo

Ninguém se deixou calar

Homens e mulheres

Sacerdotes e crianças

Toda família foi vítima

De uma cruel matança

E em meio a tanta dor

Deram grande testemunho

Ensinando com ardor

Como se deve amar Nosso Senhor

Abraçaram o martírio

Tudo em nome do Senhor

Foi a Santa Eucaristia

Sua coragem, seu louvor

A realeza do Cristo

Exaltada por amor

De santos homens e mulheres

Pelo sacramento do Amor

No sangue do Cordeiro

E com palmas nas mãos

Reluziram para todos

Uma grande multidão

Perante o trono de Deus se encontram

Dia e noite em seu Santuário

Hinos de louvor entoam

Com seu belo vestuário

E nós, pequenas almas,

Com o olhar nos protomártires

Aprendemos a sofrer com mais amor

A dor de cada dia, o suor do nosso labor

Olhai o povo do Rio Grande

Nossas famílias de Jesus

Santos Mártires nos ajudem

A suportar a nossa Cruz

Aqui não tínhamos nenhum santo

E agora temos tantos

Santos homens, mulheres e crianças do Senhor

Só tenho hoje!

Santa Terezinha e a rosa

“Minha vida é um brevíssimo segundo, é um só dia que escapa e que me foge.
Tu bem sabes, oh meu Deus, para amar-Te neste mundo, não tenho nada mais que hoje!”

(Santa Terezinha)

Aprendi a amar Santa Terezinha quando ainda adolescente li A história de uma alma.

O que mais me encantou nela foi a sabedoria em discernir que a santidade pode ser alcançada pelos pequeninos, no dia-a-dia. Entenda-se por pequeninos, as almas pequenas.

No nosso cotidiano, um pequeno gesto de amor seria agradável a Deus e, nessa pequena via, conscientes de nossa pequenez e pobreza, seguramente seríamos conduzidos a Deus pela caridade.

 

“Na lavanderia minha companheira de trabalho sacudia a roupa com tanta força que me salpicava o rosto de sabão. Isto me fazia sofrer, porém jamais lhe disse nada a respeito e assim sofria este pequeno sacrifício pelos pecadores.”

Ela compreendeu que o amor englobava todas as vocações, que o Amor era tudo! E que realizando com amor os serviços mais humildes, eles se tornavam grandiosos aos olhos de Deus.

Minha vocação é o amor!

Seu cuidado e zelo com o outro eram tão preciosos que ultrapassaram este mundo.

Ela nos prometeu que passaria o céu fazendo cair uma chuva de rosas sobre a terra. Cada rosa seria sinal da graça de Deus em nossas vidas.

Na minha vida, já foram muitas rosas recebidas.

E hoje, mais uma linda rosa eu recebi no Carmelo e compartilho com vocês, meus amigos, esta graça.

Que esta linda rosa seja um sinal do Amor de Deus em nossas vidas e na vida de toda a nossa família!

Que possamos juntos descobrir que o Amor é a nossa vocação, aprendendo a amar a nossa pequenez e a nossa pobreza.

Peçamos a santa Terezinha, hoje, a graça das virtudes da humildade e obediência para que, colocando amor nos pequeninos afazeres do nosso dia possamos agradar sempre a Deus.

Muitas rosas em sua vida, na vida de seus filhos e de todos os seus familiares!

“A vida é apenas um sonho, em breve nos acordaremos.” (Santa Terezinha)

“A vida é um instante entre duas eternidades.”(Santa Terezinha)

O Monte Gargano

Monte Gargano

No final do século V, chegou aos ouvidos do Bispo de Siponto, cidade que ficava aos pés do monte Gargano, na Itália, a história do pastor que tentando tirar um novilho de dentro da caverna disparou uma flecha que para ele retornou na mesma velocidade.

Julgou que era um sinal de Deus e ordenou três dias de jejum em toda a diocese, pedindo ao Senhor que se dignasse revelar-lhe do que se tratava.

Deus o ouviu e, passados três dias, o Arcanjo Miguel apareceu ao bispo noticiando o desejo de Deus de que ali se edificasse uma igreja em sua honra, para reavivar a fé e a devoção dos fiéis no seu amor e proteção, como anjo custódio da Igreja Católica.

Tendo o bispo comunicado ao povo a visão, foram ao local e lá encontraram uma caverna espaçosa em forma de templo, cavada na rocha, com uma fenda natural na abóboda de onde jorrava a luz que a iluminava. Nada mais era preciso do que por um altar-mor para celebrar os Divinos Mistérios.

Nunca mais, até hoje, se deixou de celebrar ali a Santa Missa e os ofícios litúrgicos.

Deus consagra esse lugar ao longo dos séculos com graças e milagres de toda espécie, em favor dos que lá acorrem.

Fonte: Devocionário a São Miguel Arcanjo – Editora Canção Nova.