Amizade bendita

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Existe um bem de valor imensurável capaz de nos elevar e conduzir para mais perto do bom Deus. Esse bem é preciosíssimo e quem o encontra tem a certeza que é um verdadeiro tesouro.

São as amizades cultivadas não apenas pelas mais sublimes virtudes, mas as que têm como pedra fundamental o mesmo amor a Deus.

São Francisco de Sales diz que uma amizade como essa “É excelente, porque vem de Deus; excelente, porque Deus é o laço que a une; excelente, enfim, porque durará eternamente em Deus.”

Complementa o Santo que não se trata de um simples amor cristão que devemos a nosso próximo, e sim de uma amizade espiritual, por meio da qual amamos já aqui na terra aquilo que se amará no Céu, aprendendo a amar aqui as coisas como as amaremos na vida eterna.

Os primeiros cristãos devotavam um para o outro tal preciosa amizade.

São Lucas refere-se a eles dizendo que “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma” (At 4, 32).

Assim, a fé de um alimentava a do outro e a coragem de um era a do outro. Eles dividiam entre si todos os bens e aflições porque era de Deus que, juntos, extraíam suas forças.

São Lucas afirma, ainda, que “Em todos eles era grande a graça” (At 4, 33).

Não lhes faltava nada porque a bondade e misericórdia de Deus, vendo a união sincera e a grande amizade dos seus, fazia transbordar sobre eles toda a graça.

A amizade devotada a Deus, meus irmãos, caminha em passos seguros e vence os mais dolorosos desafios. A oração de um amigo é o presente mais valioso que alguém pode ter.

Quando Pedro foi preso por Herodes, “a Igreja orava sem cessar por ele a Deus” (At. 12, 5) e, após ser libertado pelo Anjo de Deus, “dirigiu-se para a casa de Maria, mãe de João, que tem por sobrenome Marcos, onde muitos se tinham reunido e faziam oração” (At 12, 12).

Uma amizade como essa é remédio de vida e imortalidade (Eclo 6, 15). Ela é moldada pelo Espírito Santo e resiste, justamente por isso, a toda e qualquer intempérie.

Todas as outras formas de amizade, de fato, também são importantíssimas e não devem ser negligenciadas. No entanto, a amizade que tem como pilar o amor a Deus é grandiosa porque transpassa todas as barreiras e permanece vívida inclusive após a morte, continua no Céu e persiste por toda eternidade.

Aqueles que vivem no mundo necessitam cultivar amizades santas para que um incentive o outro e, unidos, possam seguir firmes no caminho.

Perfeita é a explicação de São Francisco de Sales para todos os que enfrentam os mais diversos desafios nesse mundo: “os que vivem no século, onde há tantas dificuldades a vencer para ir a Deus, parecem-se com os viajantes que andam por caminhos difíceis, escabrosos e escorregadiços, precisando sustentar-se uns nos outros para caminhar com mais segurança”.

Lembro, neste momento, dos pastorinhos de Fátima. Especialmente quanto ao fato de Nossa Senhora ter escolhido essas três criancinhas para transmitir sua mensagem e que juntas nutriram a mais bela e santa amizade para atender o desejo da Santíssima Virgem. Unidas por laços amorosos do nosso Boníssimo Deus, ajudaram-se mutuamente no caminho, partilharam penitências e orações, uma contribuindo para que a outra se aproximasse cada vez mais da santidade. Não bastasse, trouxeram para essa amizade bendita cada um daqueles pecadores por quem rezavam, mantendo com eles, do mesmo modo, relações profundas de uma amizade espiritual.

Outro exemplo de amizade do Céu e para o Céu é o de São Francisco e de Santa Clara. Tendo o coração aquecido pelo amor que São Francisco dedicou a Deus, Santa Clara seguiu este mesmo caminho de consagração total a Jesus Cristo e à Igreja Católica. O seu amigo Francisco foi quem lhe cortou os cabelos, transmitindo-lhe a força para perseverar na decisão tomada.

Mais uma riquíssima amizade que pode ser testemunhada é a de Santa Teresa d´Ávila e de São João da Cruz, que se fortaleceram continuamente na fé e na espiritualidade, reformando a ordem Carmelita num caminho de perfeição.

Benditos são aqueles que possuem amigos assim porque “nada é comparável a um amigo fiel” (Eclo 6, 15).

O Nosso Senhor Jesus Cristo nos deu a conhecer todas estas coisas. Revelou para nós que Ele é a videira e nós somos os seus ramos. Se permanecemos Nele, Ele permanecerá em nós e aí daremos muitos frutos, porque o ramo não pode dar frutos por si mesmo.

É isso, amigos, somos muitos ramos da videira que é Nosso Senhor e, quanto mais estamos Nele, mais frutos daremos. Seremos eternos amigos em Cristo e estaremos “presos por uma corrente toda de ouro”, como disse o querido São Francisco de Sales.

Jesus deixou bem claro para nós essa verdade quando disse “Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzas fruto, e o vosso fruto permaneça” (Jo 15, 14-16).

É esse amor, fundado em Jesus Cristo, a base da amizade que nos leva ao Céu. Uma amizade assim deve ser cultivada, acima de tudo, no nosso lar, com nosso cônjuge, filhos, irmãos e pais. No seio da nossa família deve imperar essa amizade bendita, em que cada um, apoiado em Cristo, se constitui em fortes ramos que frutificam e se apoiam verdadeiramente no Senhor de todas as coisas, todos com os olhos voltados para a vida eterna, presos por uma corrente toda de ouro.

Onde encontrarmos tal espécie de amizade, aí estará um dos nossos maiores tesouros. É onde teremos um porto seguro, uma mão a nos apoiar e cuja força sempre nos ajudará a levantar das quedas no percurso, pois “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15, 13).

A amizade cuja fonte é Cristo destina-se ao Céu e lá encontra o seu consolo. Podem vir tormentas e dores e ela continua inabalável. Ela alegra a alma e abrasa o coração porque, na verdade, amigos assim têm um só coração e uma só alma.

Referência:

São Francisco de Sales. Filoteia.

“Eu cumpro a ordem do meu coração”

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Toda primeira sexta-feira do mês é dia dedicado ao Sagrado Coração de Jesus.

E, hoje, nesse dia especial de oração, faz uma semana que iniciamos nossas postagens.

Dias muito especiais se seguiram desde a festa dos Santos Arcanjos. Falamos sobre o Dia da Bíblia e de São Jerônimo, de Santa Terezinha, do Anjo da Guarda, dos Santos Mártires, de São Francisco de Assis e de Santa Faustina. A cada dia nos guiou o Senhor sobre o que compartilhar com vocês, nossos amigos.

Não planejamos assim como aconteceu. Deus foi nos inspirando a cada dia, nas manhãs, nas madrugadas e, de forma surpreendente, nosso coração sentia a necessidade de escrever e de compartilhar. Não foram nossos planos, mas o Plano de Deus que se realizou. Nós apenas buscamos ser sensíveis à Sua voz e cumprir a ordem do nosso coração.

Como Ele nos inspirou a nos reunirmos, enquanto mães, e rezarmos por nossos filhos de forma simples e despretensiosa há quatro anos, Ele também nos inspirou a criação deste espaço de evangelização e de acolhimento.

Ficamos muito felizes em saber que estamos levando paz, amor e o aconchego de Deus para muitas pessoas que se sentem bem em ler o que, sob a luz do Espírito Santo, buscamos escrever.

Hoje, queremos dizer que Jesus procura abrigo em nossos corações. Ele vai batendo, de porta em porta, até alguém abrir.

Ouça Jesus, abra o seu coração para que Ele possa entrar e fazer morada.

Silencie para ouvir a Deus e ao seu chamado. Busque sempre cumprir a ordem do seu coração.

Não sabemos o que Deus preparou para nós, não sabemos qual o seu Plano para as nossas vidas, não sabemos aonde chegará este espaço de evangelização. Mas, em oração e com muita humildade e obediência, queremos ouvir as ordens de Deus e ser sensíveis ao que Ele nos inspira, pedindo a graça, a força e a coragem necessárias para cumprir fielmente seus desígnios.

Deus tem um plano para cada um de nós!

Silencie. E em oração Deus há de falar. Ele nos fala sempre, basta prestarmos atenção e ouvir.

Deus tem um plano para você. Cumpra a ordem do seu coração!

Deus nos fala

sao jeronimo

Amigos, estamos num dia muito especial para nós católicos.

Comemoramos neste último dia de setembro o dia da Bíblia Sagrada, na qual encontramos toda a verdade revelada por nosso bom e amoroso Deus.

Quer conhecer melhor o nosso Deus? Compreender um pouco sobre os seus ensinamentos e forma de educar seus filhos? Quer saber o que Ele sonhou para nós?

Dedique-se a leitura das sagradas escrituras e verá que já não será mais cego. O Senhor abrirá os seus olhos como abriu os de São Paulo.

E, caso não compreenda algumas histórias ou os motivos de Deus, como por exemplo o Dilúvio, o pedido do sacrifício de Isaac, a história de Jó, socorra-se do ensinamento da Santa Igreja Católica, pois fundado nos santos homens de Cristo, que, inspirados pelo Espírito Santo, compilaram, traduziram e até hoje nos ajudam a decifrar os mistérios de Deus com nossa razão, fé e amor.

Como diz São Jerônimo, o tradutor da Bíblia para o latim: “Comece agora o que você será daqui para sempre!”.

Então, o momento é agora de conhecer a palavra de Deus, de se apoiar na doutrina da Igreja, de unir sua família em torno desta verdade.

Conte sempre com nossas orações!

Obs.: Ficou curioso sobre o leão na foto? A história é bem interessante e você pode encontrar a explicação neste link:

http://tesourosdaigrejacatolica.blogspot.com.br/2012/06/sao-jeronimo-e-o-leao.html

 

A Criação do Mundo

 

Criação do Mundo

Foi Deus quem criou o céu e a terra e tudo o que neles existe. Poderia até ter criado tudo isso num só instante, mas escolheu fazer o mundo em seis dias.

No primeiro dia, Deus disse: “Faça-se a luz!” e, de repente, houve luz!

No segundo dia, Ele fez o firmamento.

No terceiro, separou as águas da terra e mandou que a terra produzisse plantas, flores e toda a espécie de frutos.

No quarto dia, Deus fez o sol, a lua e as estrelas.

No quinto, Ele criou os peixes e as aves.

Ah! No sexto dia, Deus criou todos os animais e o homem!

No sétimo dia, Deus cessou a criação, viu que tudo era muito bom e descansou. Este dia foi chamado de sábado, que significa descanso. Deus abençoou o sétimo dia e o santificou.

Quando Deus criou o homem, ele o fez à sua imagem e semelhança. Deus formou o corpo do homem de terra e depois soprou em seu rosto, dando-lhe uma alma imortal.

Ao primeiro homem, Deus chamou de Adão, que significa formado da terra. Adão foi colocado num lugar cheio de delícias, chamado Paraíso terrestre.

Adão, no entanto, sentia-se só, apesar de todos os animais e de tudo aquilo que havia sido criado por Deus.

Então, Deus fez com que Adão dormisse um sono profundo e, enquanto ele dormia, Deus lhe tirou uma costela e dela formou a mulher.

Assim que Adão viu a mulher, chamou-a de Eva, que quer dizer vida, e exclamou: “Eis agora aqui o osso de meus ossos e a carne de minha carne”. (Gn 2, 23). “Por esse motivo, o homem deixará o pai e a mãe para se unir à sua mulher; e os dois serão uma só carne”. (Gn e, 24).

Certa vez, perguntaram a Jesus Cristo se era permitido o homem deixar a sua esposa e, fazendo referência à criação do homem e da mulher, Ele respondeu: “Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher? E que também disse: Por isso o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne? Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu o homem não separe!”. (Mt 19, 3-6).

Lendo sobre a criação do mundo, percebemos que a cada coisa criada Deus via que sua obra era boa. Deus não se contentou em apenas criar, mas, ao final, Ele contemplou a sua criação com muito amor e viu que ela era muito boa. Deus tinha um plano para cada uma destas coisas que foram criadas e até apontou o caminho por Ele desejado para cada uma delas.

Deus desejou que a terra fosse verdejante, que as árvores fossem frutíferas, que os animais se multiplicassem e fossem fecundos; mas só ao homem Deus deu uma alma imortal e a ele confiou toda a obra da criação. Deus criou a mulher para o homem e o homem para a mulher, para que juntos, unidos em uma só carne, formassem uma família, abençoada com filhos e santidade.

Fonte: Catecismo Maior de São Pio X; Teologia do Corpo: O amor humano no plano divino (São João Paulo II).

E Deus criou o mundo

Deus criador

Quem ou o quê criou o mundo?

Eu, particularmente, penso ser mais difícil acreditar que todo o universo criado resultou, simplesmente, de uma explosão, sem qualquer intervenção divina.

E o que havia antes desta explosão? O que a provocou? De que matéria ela surgiu?

Se o mundo surgiu apenas desta explosão, sem a presença de Deus, como as coisas ao nosso redor são tão perfeitas?

São inúmeras as belezas naturais, incalculáveis as espécies animais e imensurável o valor de um ser humano.

Tudo isso leva a crer que algo verdadeiramente superior conduziu para que as coisas fossem como são. Eu vejo uma grande sabedoria e harmonia nas coisas criadas que jamais poderiam resultar tão-somente de uma mera explosão ou mesmo do passar de bilhões de anos.

Há algo a mais, você não acha? Certamente, esse algo a mais é Deus, princípio e fim de tudo, o alfa e o ômega.

O primeiro livro da Bíblia conta esta verdade da criação. Tudo o que existe foi criado por Deus.

Não é que se negue a existência do Big Bang ou até mesmo que as espécies possam ter evoluído, mas de se constatar que isso, por si só, é muito insuficiente para explicar a existência deste imenso universo e tudo que nele se contém.

E veja você: é a nossa razão humana quem confirma a existência de Deus, pois nada surge do nada e há uma ordem em todas as coisas criadas que somente poderia decorrer de um ser superior que seja maior que elas.

Qual é a regra da natureza que define a proporção das coisas criadas? Por exemplo, de onde vem a lei de que o carbono, depois de submetido a tais e quais circunstâncias, numa das profundas camadas internas da crosta terrestre, em determinadas condições de temperatura e pressão, transforme-se justamente num diamante? E a formação do homem no ventre materno? De cada um de seus órgãos? É tudo obra do acaso?

Eu não acredito. E você?

Por isso, quando os seus filhos perguntarem sobre a criação do mundo, não tenham medo de contar a verdade da criação contida no livro do Gênesis, pois ali está encerrada uma narrativa religiosa da verdade, um verdade teológica, e não um tratado científico.

Entre todas as teorias e hipóteses científicas elaboradas, é justamente a verdade revelada neste livro que melhor explica ao coração humano de onde ele vem e porque foi criado, que lhe revela a razão de toda a criação e nos dá o primeiro sinal do amor de Deus pela humanidade.

Segundo o autor sagrado, Deus escolheu criar o mundo em seis dias e, ao final de cada dia, via que o que havia criado era bom. No sexto dia, após criar, finalmente, o homem à sua imagem e semelhança, viu que tudo era muito bom e contemplou a sua criação.

Portanto, Deus criou todas as coisas do céu e da terra, do visível ao invisível, dos tempos e, assim, dele tudo procede. Deus, além de ter constituído o mundo, o conserva e o sustenta, fazendo com que cada uma das coisas sejam quem são. (Denzinger, C:1a).

Fontes:

Catecismo Maior de São Pio X;

Teologia do Corpo: O amor humano no plano divino (São João Paulo II).

Denzinger, n. 4206.

https://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2007/09/20/vaticano-nega-incompatibilidade-entre-evolucionismo-e-criacionismo/

https://blog.comshalom.org/carmadelio/5408-adao-e-eva-existiram-lendo-genesis-com-o-cardeal-ratzinger