Eis que faço nova todas as coisas

Eis que mais um ano se iniciará e a esperança de viver melhor se renovará.

Muitos são os desejos, mas com eles diversos também são os desafios.

Nos despedimos do ano que se vai, e nunca mais voltará, contemplando a Sagrada Família de Nazaré, que tem no seu centro o Menino Deus recém-nascido.

Recepcionamos o ano que surge com as bençãos da Santa Mãe de Deus, Rainha da Paz!

O ano que começa traz para nós a oportunidade de seguir mais ainda em direção ao Senhor, buscar os caminhos que nos levará ao Céu.

Viver cada dia como se fosse o último, sem rancores, sem tristeza, sem divisão, sem medo.

Viver cada dia como se fosse o último, com perdão, com alegria, com união e com coragem.

Como diz Santo Afonso de Ligório, não sabemos se esse novo ano será o último vivido nessa terra.

Lembremos também de Santa Teresinha que dizia “Só tenho hoje”.

Podemos segurar a mão de Jesus, que se estende para não nos deixar afundar no agitado mar da nossa vida.

Ocupar-nos de corpo e alma daquilo que nos santifica, executando o mandamento do amor.

Amar a Deus com todo o seu coração e o próximo como a ti mesmo.

Não se pode amar a Deus se não se ama o seu irmão e por isso o mandamento do amor ao próximo é o primeiro na ordem de execução.

Amar o próximo é doar-se inteiramente e toda doação exige sacrifícios.

Jesus doou a sua vida por nós, sacrificou-se para nossa redenção. Ele nos deu o verdadeiro testemunho do Amor. É assim que devemos amar a todos, sem limites, com justiça e retidão, com perdão e mansidão.

Amar certamente não é fácil, não é uma brincadeira. Quanto mais se ama mais disposição se tem para sofrer pelo amado.

Jesus não quer que amemos somente os amigos, mas principalmente os inimigos. Esta é a marca do autêntico cristão: ter a capacidade de amar mesmo não concordando com os erros do outro, pois se ama a alma, a criatura de Deus, e não o seu pecado.

Amar sempre e mais deve ser a busca incessante de todo cristão, pois “Bem aventurados os puros de coração porque verão a Deus”. (Mt. 5, 8).

O ano que se inicia permite um recomeço no amor como prova de que o Amor necessita ser amado.

Podemos sim acolher o Cristo que faz novas todas coisas, que vence a morte e faz triunfar o amor.

Que nos primeiros momentos de 2018 possamos rezar com nosso coração contrito, como ensinou Nossa Senhora aos pastorinhos em Fátima, quiçá até de joelhos:

“Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos, peço-Vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam”.

Fonte: Meditações: Para todos os dias e festas do ano: Tomo I. Santo Afonso Maria de Ligório.

Toda pulcra és Maria!

Oh Maria, para mim não era necessário que, em 1854, o Papa Pio IX tivesse proclamado o dogma da tua Imaculada Conceição.

Também não era necessário que, 04 anos depois, em sua aparição em Lourdes, na França, a Senhora tivesse dito que seu nome era “Imaculada Conceição”.

Bastava-me a anunciação do anjo Gabriel para saber essa verdade.

Deus não seria gerado num ventre onde o pecado pudesse ter habitado.

Deus não nasceria na impureza.

Deus não seria amamentado em seios indignos.

Deus não cresceria num lar sem santidade.

O Menino Deus escolheu nascer de ti. Escolheu ser amado por primeiro por teu coração.

Em silêncio, em tua pureza santa, foste a primeira morada do Senhor nesta terra.

Ele quis o teu sim e te preparou para recebê-Lo.

Providenciou que a triste mancha do pecado original, que nos retirou do Paraíso, não te alcançasse.

Ele queria nascer de ti, queria ser obra do teu amor.

E, para isto, precisava que fostes toda pura, pois não poderia ser diferente com aquela que viria a carregá-Lo por nove meses e Dele cuidaria por toda vida.

Refletindo sobre tudo isto, não consigo deixar de admirar mais ainda o Bom José, teu santo esposo, bondoso pai do Menino Deus.

Imagino o coração de José enchendo-se do mais puro amor olhando para ti, carregando o Nosso Senhor.

José, certamente, compreendeu quão pura eras, para que Deus a tivesse escolhido para ser Mãe do Salvador.

Ele também não precisava de nenhuma confirmação de que eras imaculada desde a concepção.

Os fatos já falavam por si.

Olhando nos teus olhos, ouvindo a tua voz, sentindo o Menino Deus mexer-se em teu ventre, tudo isso era suficiente para o Bom José ter certeza da sua conceição imaculada.

E assim, mãe santíssima, desejo te amar, sabendo que em ti o pecado nunca habitou, o mal nunca teve vez.

Sempre fostes de Deus, consagrada desde todo o sempre, desde quando estavas nas entranhas de tua mãe.

E que essa verdade permeie o coração de muitos, assim como habitava no coração de São José.

Que não sejamos ingratos com o Menino Deus por não amar a sua mãe como ela verdadeiramente merece.

Honremos Maria, imaculada, santa, toda pulcra!

“Onde essa imagem chegar, nenhuma desgraça acontecerá!”

apresentaçao

Também aqui em Natal Nossa Senhora quis fazer morada.
Veio com as ondas do mar e foi encontrada por humildes pescadores. Trazia uma mão estendida, parecendo que sustentava algo, e, no colo, trazia o seu filho.
A mão estava vazia, mas foi unanimidade entre todos que naquela mão haveria de ter um rosário que certamente caiu na imensidão do mar. O que significava, então, este fato?
A imagem da Virgem foi encontrada escondida dentro de um caixote, no dia 21 de novembro, na margem direita do rio Potengi, encalhada entre as pedras e na confrontação com a Igreja do Rosário que havia sido erguida pelos negros, muitos escravos, por amor à Santa Mãe do Céu.
As coisas de Deus não são coincidências, e sim providências.
Então, o que significa Nossa Senhora ser encontrada no dia consagrado pela Igreja à sua apresentação ao Templo por seus pais?
E mais ainda, por que ela quis ser encontrada na confrontação da Igreja dos pobres e por humildes pescadores?
É algo que não pode passar despercebido entre os fiéis dessa Santa e bondosa Mãe.
Assim, meditando todas essas circunstâncias especiais de sua aparição, penso que a Virgem quer ser encontrada por todos, mas aqueles que tem um coração humilde a encontrarão mais facilmente.
O nosso coração humilde é o que nos instiga a desvendar o mistério da nossa salvação que veio através de uma corajosa mulher. Precisamos abrir os caixotes da nossa alma para compreender que, em tudo, Jesus quis ter uma mãe por perto, para gerá-lo, amamentá-lo, educá-lo, ouvi-lo e fazer sua vontade.
Não são as mães as primeiras a querer satisfazer todas as vontades de seus filhos? Por que seria diferente com Maria?
Na confrontação da Igreja do Rosário dos Pretos, Nossa Senhora foi achada num simples caixote. Este fato também nos faz crer que Maria quer dizer que ela é mãe de todos, independentemente de qualquer condição desta vida. Ela está aqui entre nós e quer atender nossas necessidades junto ao menino Jesus que traz em seu colo, seu filho amado, seu filho querido.

E a mão estendida sem o Rosário? Somos nós quem devemos colocar um rosário em suas mãos. Somos nós quem devemos lhes dar as rosas, recitar muitas Ave-Marias para ela, pois “o Senhor é convosco” e “bendita sois vós entre as mulheres”.
E no dia consagrado à sua apresentação ao Templo? Sim, porque Maria quer mostrar que, desde todo o sempre, ela só pertenceu a Deus e é diante dele que quer ter erguido o seu trono, ao seu lado direito, pois às margens direita do imenso rio Potengi foi revelada para o povo sofrido destas terras.

Ela também nos apresenta Jesus: Caminho, Verdade e Vida!
E nos ensina a vê-Lo em todos os que precisam de nós, nos ensina a ter olhos para ver, ouvidos para ouvir e coração para sentir a dor daqueles que mais sofrem bem perto de nós. A Mãe nos ensina a esquecer a nossa dor, o nosso sofrimento e partir em direção dos nosso irmãos exatamente como fez Jesus, especialmente quando, no caminho do Calvário olhou para as mulheres que choravam e as consolou.

Vinde Virgem da Apresentação e do Rosário habitar em nossos corações humildes! Temos muitas rosas para te oferecer. É ao seu Menino que queremos seguir, ouvir e fazer a vontade, como também fizeste, bondosa Senhora.

“Onde essa imagem chegar, nenhuma desgraça acontecerá!”

Fonte: http://arquidiocesedenatal.org.br/padroeiro

Todos podemos ser Santos

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Deus, que nos criou, nos chama à santidade!

Jesus mesmo nos disse: Sede Santos, como o vosso Pai celeste é Santo. Se Jesus nos deu esta ordem, ela é possível de ser cumprida! Deus não iria nos inspirar algo que não estivesse ao nosso alcance. Precisamos acreditar que isso é possível! E lutar para vencer o que dentro de nós impede que a graça de Deus se manifeste em nossas vidas e na vida daqueles que estão perto de nós ou mesmo bem distantes, pois, hoje, temos recursos que nos permitem levar boas notícias ao mundo inteiro sem precisar sair do lugar.

Assim como cada um de nós é único neste mundo, também é única a forma de corresponder a esse chamado. Nenhum santo é igual ao outro. Por isso, para sermos santos podemos nos inspirar nos grandes exemplos que temos em nossa Igreja para vermos como eles lutaram e foram fortes e, ainda, como eles também tinham fragilidades que se transformavam em fortaleza para a Glória de Deus.

No entanto, devemos ter sempre a consciência de que podemos ser santos vivendo o nosso dia-a-dia, na forma como Deus nos chamou, com os desafios que nos são propostos a cada manhã. Precisamos entender que não é preciso viver exatamente como viveram os santos para corresponder ao que Deus quer de nós, mas devemos viver buscando seguir com fidelidade o Evangelho, o que Deus inspira em nossas orações, o que nosso coração anseia. Silencie, ouça a voz de Deus falando em seu coração.

Buscar seguir o que Deus ensina em todos os momentos de nossa vida, estar atento à Sua voz, lutar sempre contra o mal, buscar o caminho da perfeição, doar-se a Deus, amá-Lo por inteiro com toda a nossa força e com toda a nossa alma, exercitar a humildade, a obediência, a paciência, a caridade. É o que aprendemos com os santos e como somos chamados a viver!

Dom Bosco nos ensinou que a santidade consiste em: Ser alegre, cumprir bem os seus deveres e amar os irmãos.

Se Deus nos inspira a santidade, ela é possível! Muitos conseguiram e hoje estão na Glória de Deus. Temos muitos amigos no céu esperando por nós e nos ajudando na batalha.

Vamos combater o bom combate, completar a carreira e guardar a fé. A coroa da Justiça nos espera!

 

Festejemos sempre o bom e o belo

Santos do Senhor

Você já percebeu como as festas de Halloween estão crescendo em número e popularidade em nosso país nos últimos anos? Aparentemente uma brincadeira inofensiva que inicialmente começou a ser celebrada em escolas de idioma na tentativa de imitar a cultura americana, mas essa prática se espalha assustadoramente em escolas tradicionais, festas particulares e até como tema de festas natalícias de crianças!

Mas qual o significado do Halloween?

“All hallow’s eve” é uma palavra que provém do inglês antigo, e que significa “véspera de todos os santos”, já que se refere à noite de 31 de outubro, véspera da Festa de Todos os Santos. Entretanto, o antigo costume anglo-saxão lhe roubou seu sentido religioso para celebrar em seu lugar a noite do terror, das bruxas e dos fantasmas. O Halloween marca um triste retorno ao antigo paganismo.

E qual a origem do Halloween?

Esta festa foi criada pelo povo Celta, há mais de 2.000 anos, inicialmente chamada de Samhain. Eles acreditavam que ao final de Outubro (período de colheita), os espíritos do mal retornavam para o mundo real e nesta data eles enfeitavam suas casas com objetos assustadores e cultuavam o deus do mal, consultavam-lhe sobre previsões do futuro, saúde, morte…essa celebração se tornou muito popular na Grã Bretanha mesmo após sua cristianização.

Em 609 d.c., o Papa Bonifácio IV instituiu a Festa de Todos os Santos no calendário da Igreja, e pouco mais de um século após, o Papa Gregório III mudou a sua data para 1o. de Novembro, talvez no desejo de estimular os cristãos, especialmente da Grã Bretanha, a celebrarem a vida dos santos, e não os espíritos do mal, como acontecia no festival Samhain.

E na astúcia daqueles que participam de seitas satânicas, ocultismo e bruxarias, a festa do Halloween foi se difundindo em clara oposição à nossa Festa de Todos os Santos.

Não se iluda! O Halloween NÃO é uma brincadeira inofensiva!

Várias seitas satânicas tem nesta data o ápice de suas celebrações, o dia a se cultuar o príncipe do mal! Sacrifícios humanos e de animais são realizados com fervor nesta data, também pactos com o maligno. Sem falar nos crimes, agressões a jovens e atos de vandalismo que acontecem nesta data em vários países.

E por que razão nós, católicos, permitimos que nessa festa nossos filhos se vistam como diabos, bruxas, caveiras, fantasmas, mortos…? Muitos pais até irão dizer: “…mas meus filhos participam desta festa vestidos de fantasias comuns, fadas, super-heróis, então não há problema algum, trata-se apenas de diversão!”  Cuidado! Isto NÃO é verdade! Sabemos através de religiosos que estudaram este tema (especialmente os exorcistas) e também de ex-praticantes destas seitas, que nesta data o poder das trevas é tão exaltado que exerce uma influência inconsciente em nossos jovens e crianças. A magia e a feitiçaria permitem que o poder do mal vá adentrando em nossas famílias quando abrimos “brechas”, e quão “escancaradas” ficam as portas das nossas casa nesta data ao celebrarmos o poder do maligo…!

Cada pai e mãe tem o livre arbítrio de dizer NÃO a estas celebrações. Nossos filhos não são obrigados a participarem de tais aberrações. Façamos diferente! Vamos intensificar nossas orações em família no dia 31 de outubro. Vamos exaltar a importância de celebramos a linda vida de tantos santos de nossa religião!

Em nosso grupo nós celebramos a Festa de Todos os Santos de maneira muito divertida! Fantasiamos cada criança de um santo diferente, falamos a eles sobre a vida de alguns santos e depois compartilhamos as guloseimas. Diversão garantida!!!

“Não permitam que se ache alguém no meio de vocês que queime em sacrifício o seu filho ou a sua filha; que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria ou faça encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos.

O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, o seu Deus, vai expulsar aquelas nações da presença de vocês.

Permaneçam inculpáveis perante o Senhor, o seu Deus”.        Deuteronômio, 18,10-13

“As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou queremos provocar a ira do Senhor? Acaso somos mais fortes do que ele?”   1 Cor 10,19-22

Vanessa Giffoni

Mártires da fé

Após 372 anos dos martírios de um sem número de fiéis, um dia de medo, crueldade e muito sofrimento, um número de 30 foram identificados e agora canonizados pela Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Hoje, aqueles dias, 16 de julho e 03 de outubro, se transformaram para nós em sinal de perfeito oferecimento a Deus.

Estes homens, mulheres, jovens e crianças, sacerdotes e leigos, são para nós a prova viva de que Deus ama além do que imaginamos, que Deus tem desígnios que não conhecemos, mas que são destinados sempre a um bem maior.

Temos agora o testemunho destes primeiros mártires do Brasil para nos inspirar a amar as coisas de Deus, a Santa Missa, a Santa Eucaristia.

Aquela missa de Cunhaú, interrompida pelos seus algozes, foi terminada lá no Céu.

Os Santos Mártires não negaram a fé mesmo diante dos piores horrores, mesmo vendo seus filhos, pais, irmãos e amigos passando por tamanha dor.

Deus os socorreu com o dom da fortaleza e Nossa Senhora do Carmo com eles certamente esteve, pois o primeiro martírio, o de Cunhaú, foi justamente no seu dia.

É a disposição de amar a Deus sobre tudo e apesar de tudo que nos faz fortes, pois como diz São Paulo, “quando me sinto fraco, então é que sou forte” (II Cor 12, 10).

Deus mesmo é a nossa força.

E de todo esse sangue derramado, o que mais enobrece o nosso coração é imaginar que, naquele momento, os santos de Deus exclamavam muitas orações, a ponto de terem que lhes cortar as línguas para que não mais as proferissem.

São Mateus Moreira, em Uruaçu, que não teve a língua cortada, mas teve o coração arrancado pelas costas, ainda neste momento, reverenciou a Eucaristia, louvando o Santíssimo Sacramento do Altar.

Deus não permite que nada aconteça sem um motivo.

E penso que o exemplo deixado por estes fiéis para todos nós brasileiros pode ser um deles, pois quantos há que tem medo ou vergonha de assumir a sua fé, de rezar antes de suas refeições, de falar de Deus para seus amigos, de participar de uma vida voltada para Aquele que tudo merece.

Sinto-me abençoada de ter vivido nesse tempo da canonização dos primeiros mártires do Brasil e, mais ainda, de ser norte-riograndense como eles.

Santos mártires do Brasil, roguem por nós, por nossas famílias.

“O amor de Deus é a flor e a misericórdia o fruto.”  (D. 949)

Sempre fiquei muito impressionada com a forma que Deus se revela e age em seus santos, seus eleitos.

E muito mais me impressionou a história de Santa Faustina Kowalska.

Foi uma amiga querida quem primeiro me apresentou a esta Santa e logo dela me tornei devota.

Iniciando a leitura do seu Diário da Misericórdia fiquei extasiada com a frequência que esta grande Santa via o Nosso Senhor Jesus e como Ele lhe falava de coisas cotidianas, preocupando-se com pequenos detalhes de sua vida.

Uma outra coisa que também me deixou deslumbrada foi a forma direta e clara com a qual Jesus se comunicava com Santa Faustina.

Ordens específicas sobre como pintar o quadro de Jesus Misericordioso, quais frases dizer na oração pela misericórdia e o horário em que deveria ser recitada esta mesma oração.

Jesus chega, inclusive, a ensinar uma jaculatória à Santa Faustina para que reze às três horas, caso suas obrigações não permitam a oração completa do terço da misericórdia.

E foi assim, diante de todo esse cuidado e zelo de Nosso Senhor, numa pedagogia antes desconhecida por mim, que compreendi o quanto Deus se preocupa com todos os aspectos de nossas vidas e o quanto Ele quer que, em todas as nossas necessidades, recorramos a Sua Misericórdia.

Neste ano de 2017, fui escolhida por Santa Faustina para ser minha Santa protetora, pois uma outra grande amiga me ensinou o costume de, no primeiro dia do ano, fazer um sorteio com nomes de muitos santos, do qual deveriam participar todos da família. Segundo a tradição, era o santo quem lhe escolheria, e não você ao santo, para lhe proteger no ano novo que se iniciaria.

E qual não foi minha grata surpresa quando, lendo o Diário de Santa Faustina, vi que, em seu convento, tinham o mesmo costume e que a Santa esperava e se alegrava muito com este momento, de sortear o seu santo protetor.

Sinto-me, assim, no direito de dizer que quero ser sua amiga, Santa Faustina, e que quero levar nesta amizade todas as famílias de Jesus, todas as famílias que desejam ardentemente ser de Jesus, todas as famílias que ainda não O conhecem, todas as famílias que necessitam do verdadeiro Amor.

Obrigada, minha amiga, Secretária da Misericórdia, por ter sempre sido humilde e obediente ao Nosso Senhor Jesus, por nos ensinar como O devemos amar e a Santa Virgem.

Quero colocar todas as famílias sob os raios das Misericórdia do Senhor, porque como dissestes em seu Diário, minha amiga do Céu: “Foi à luz dos Vossos raios da Misericórdia que compreendi quanto me amais.” (D.1487).

Assim, desejo de todo coração que, confiantes no amor de Deus por nós, possamos sempre nos aconchegar nestes raios de misericórdia que jorram para nós. E lá, neste cantinho especial, possamos sentir o consolo para nossas dores e preocupações de cada dia, num abraço apertado de um Pai Misericordioso.

Sempre me guarda!

Somos ensinados desde bem pequenininhos a rezar para o nosso Anjo da Guarda, pedindo-lhe proteção e, verdadeiramente, dela precisamos.

Deus quis se servir de seus anjos para nos guardar e deu um Anjo da Guarda a cada um de nós, desde o nascimento, porque são inúmeros os perigos pelos quais passamos nesta vida. E não falo só dos perigos físicos, mas, principalmente, dos perigos espirituais.

O que nós mais desejamos para nossos filhos, além de saúde, é uma vida livre de amizades maliciosas, de vícios dos mais variados e de tristezas injustificadas.

O que mais queremos, por outro lado, é que nossos filhos encontrem sentido para suas vidas e que este sentido seja, em primeiro lugar, o amor a Deus, sobre o qual devem vir alicerçadas todas as outras coisas.

Ah! Como precisamos dos anjos da guarda de nossos filhos, como devemos conversar com eles diariamente e nunca esquecer que eles habitam nossa casa e, por isso, estão sempre conosco.

O anjo que Deus escolheu para cada um de nós é puro e deseja ardentemente ver realizada a vontade do Pai para seus filhos, criados imagem e semelhança da Trindade Santa.

E, vejam só, olhando para as diversas imagens do Santo Anjo da Guarda, sempre vemos criancinhas próximas do perigo, como um abismo ou uma ponte, e, este, de braços abertos, sempre pronto para amparar os pequenos por qualquer passo em falso.

Confiemos nos nossos Anjos da Guarda, nos anjos de todos de sua família. Poderíamos até dizer na “família” de anjos que mora com você, que busca verdadeiramente ver sua felicidade no Céu!

Sejamos puros como criancinhas, porque como disse Nosso Senhor, os anjos dos pequeninos contemplam sem cessar a face do Pai que está nos Céus (Mt 18, 10).

E, se seu Anjo está assim tão perto da face de Deus, quem somos nós para desprezá-los e não os amar imensamente?

Por isso, amigos, conversem com seu Anjo da Guarda, façam dele seu melhor amigo, tornem os anjos de seus filhos seus fiéis escudeiros!

Salve, Santo Anjo do Senhor!

Criança Evangeliza Criança

Os 10 Mandamentos do Senhor

Os 10 mandamentos - final 001Na preparação para sua Primeira Comunhão, após estudarmos os Dez Mandamentos, minha filha fez este belo trabalho e pediu que ele fosse compartilhado no site para ajudar outras crianças a aprender.

No seu desenho, o Anjo Gabriel, mensageiro do Senhor, veio contar as crianças os Dez Mandamentos da Lei de Deus e, mais ainda, os dois Mandamentos de Ouro de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao o próximo como a si mesmo”.

E na sua família, vocês costumam falar sobre o Senhor e meditar sobre a Palavra de Deus? Façam esta experiência de catequese em casa e vejam como a sabedoria das crianças aquece o nosso coração! Depois, nos conte como foi este momento com seus filhos e, quem sabe, até nos mande uma obra de arte para compartilharmos aqui.

Seria uma grande alegria!

Abraços fraternais!