Presente do Céu

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Eis que diz o Salmista: “Os olhos do Senhor buscam os justos, inclina os seus ouvidos para ouvi-los.” (Sl 33, 17). É na oração que Deus nos encontra e se revela nos mais profundo da nossa alma. Quanto mais inclinados estivermos a ter este encontro, mais Deus se aproximará para ouvir a nossa voz. E, se esta voz proferir palavras que alegram a sua Santíssima Mãe, mais ainda Sua atenção nos será dirigida.

Uma poderosíssima arma para vencer o inimigo é, justamente, abraçar o santo Rosário. Nele e com ele, desvendamos os mais belíssimos mistérios e virtudes da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo e de Sua Digníssima Mãe.

São Luís Maria Grignion de Montfort pede que tenhamos o cuidado de não considerar a devoção do Rosário como pequena e ineficaz, como alguns ignorantes e, até mesmo, vários sábios orgulhosos. Segundo o santo, “Foi o céu que no la-deu, e deu-a para convertermos os pecadores mais endurecidos e os hereges mais obstinados. Deus associou a ela a graça nesta vida e a glória na outra”.

A cada repetição da saudação angélica o coração da Virgem Maria sente mais uma vez a alegria imensa que sentiu quando da aparição do anjo para anunciar-lhe que seria a Mãe do Salvador. Quando Maria Santíssima ouve seus filhos dizendo “Bendita sois vós entre as mulheres, bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”, ela exulta declamando: “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito se alegra em Deus, meu salvador, porque olhou para a humildade de sua pobre serva. De agora em diante, todas as gerações hão de chamar-me de bendita”.

Nesse diálogo profundo, criamos um elo indestrutível com o que é bom e santo e o nosso coração converge cada vez mais para o de Deus.

Já na sua época, São Luís Maria Grignion de Monfort registrava que “Enquanto, a exemplo de São Domingos, os pregadores pregavam a devoção ao santo Rosário, a piedade e o fervor floresciam nas ordens religiosas que observavam essa devoção e no mundo cristão; porém, desde que se tem negligenciado esse presente vindo do céu, por toda parte não temos visto senão pecados e desordens.”

Ora se não é exatamente o que estamos vendo acontecer em inúmeros lares! Com muito pesar, temos visto famílias que não mais encontram o caminho para que permaneçam unidas. Desistem facilmente das batalhas de todos os dias, mesmo que isso signifique o sacrifício de perder o maior presente que Deus lhes poderia dar: sua família.

Aquele que se une ao Rosário, entretanto, não será abandonado, pois à sua voz estará atento o Senhor Deus: “As aflições afluem sobre o justo, mas o Senhor de todas o liberta” (Sl 33, 20).

A oração levada ao Senhor pelas mãos de Sua Mãe torna-se ainda mais eficaz, diante do grande amor que Ele tem por ela. Coloquemo-nos como o apóstolo João que, de braços abertos, recebeu, como sua, a Mãe de Cristo.

Grande prova o auxílio da Mãe de Nosso Senhor em favor dos cristãos ocorreu em 07 de outubro de 1571, por ocasião da vitória da batalha de Lepanto, no mar da Grécia, quando a esquadra cristã, organizada pelo Papa São Pio V e comandada pelo Príncipe Dom João d´Áustria, venceu milagrosamente as forças muçulmanas que poderiam ter invadido a Europa e, consequentemente, subjugando o povo cristão. O Papa, além de determinar a bênção das armas dos soldados, pediu que todos levassem como arma mais forte o Santo Rosário. Eles eram minoria frente aos soldados turcos e, no entanto, após três horas de luta, saíram vitoriosos ao grito de “Viva Maria”! O domínio muçulmano era um risco real e grave ao cristianismo e, por intercessão de Nossa Senhora do Rosário, o pior não aconteceu. Além da recitação do Rosário, os soldados prepararam-se durante três dias com jejuns, orações e procissões.

A batalha de Lepanto é travada por nós em todos os instantes de nossa vida, nos diversos aspectos e circunstâncias que a envolvem. A qualquer momento, podemos nos deparar com o inimigo tentando dizimar a nossa fé, destruir a nossa alma e ter para si um território que devemos proteger e guardar para a habitação de Deus.

Não permitamos que o inimigo invada a nossa vida, nossa família e nossa pátria por falta da devoção ao santo Rosário. Erga muralhas, edifique sobre a rocha e construa uma fortaleza. Nossa Senhora há de nos ajudar.

Para São Luís Maria Grignion de Monfort, “Entre todos os modos de recitar o santo Rosário, o mais glorioso a Deus, o mais salutar à alma e o mais terrível ao diabo é salmodiá-lo ou recitá-lo publicamente em dois coros.”.

Imaginemos a força que não terá o Rosário recitado com humildade e devoção em família!

Acolhamos em nossas famílias esse grande presente do Céu e teremos a mais poderosa arma contra o mal.

Que as famílias iniciem tão gloriosa devoção e perseverem nessa santa virtude para que, unidas, encontrem Jesus e alcancem o Céu.

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

Referências:

O Segredo Admirável do Santíssimo Rosário. São Luís Maria de Grignion de Montfort.

https://cleofas.com.br/voce-conhece-a-historia-da-batalha-de-lepanto/

Aparecida

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Nossa senhora apareceu na rede dos pescadores como prenúncio do milagre que estava por vir.
A sua aparição precedeu o milagre como um sinal de que valia a pena insistir, valia a pena tentar de novo sob a proteção da Virgem que já estava ali presente para auxilia-los com a Sua Graça.
A aparição dela para aqueles pescadores dizia a eles: continuem! Estou aqui presente com vocês! Tentem mais uma vez. Agora vai dar certo!
Terem encontrado a imagem da Imaculada Conceição naquela rede, primeiro o corpo, depois a cabeça, encheu-os de alegria e ânimo e eles tiveram a sensibilidade de compreender o recado do céu!
Ainda que a época, o tempo e todas as condições fossem desfavoráveis. Ainda que já tivessem tentado inúmeras vezes sem êxito.
O céu dizia que deviam insistir e jogar a rede mais uma vez!
Depois do encontro da imagem e da oração fervorosa, o milagre aconteceu!
E não cabiam na rede tantos peixes para a alegria daqueles pescadores!
Não vamos desistir! Vamos insistir e continuar jogando nossas redes!
Ouvindo os recados do céu, com oração fervorosa, fé e esperança, o milagre vai acontecer! Acredite! Tenha fé! A Virgem apareceu há 300 anos no rio Paraíba e hoje aparece na nossa vida! Eh só prestar atenção!
Como nas bodas de Caná, Nossa Senhora está atenta ao que nos falta.
Precisamos estar atentos a sua ordem: – Fazei tudo o que Ele vos disser!
Que Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida nos abençoe, nos proteja e apareça em nossas vidas anunciando os milagres que Deus planejou para nós e para nossas famílias!
Muita doçura e amor da Mãe Aparecida para as crianças do nosso país!

 

Eis aí tua Mãe!

Nas contas do Rosário, posso louvar e honrar uma bondosa Mãe.

Que oração singela e delicada é essa que ao longo dos séculos foi se formando entre os santos homens, mulheres e crianças de nossa santa Igreja?

É uma oração agradável aos ouvidos de uma Mãe amorosa, uma oração que lhe aquece o coração, pois, a cada vez que repetimos “Ave Maria, cheia de graça”, ela revive aquele alegre e inesperado momento em que o Anjo Gabriel lhe deu a feliz notícia da encarnação do Filho de Deus, Nosso Senhor.

Na recitação do Rosário, Maria revive o seu momento de entrega total aos planos de Deus, não só como filha, mas como serva, escrava do Senhor: “Eis aqui a serva do Senhor.” (Lc 1, 38).

Sua vontade conformou-se com este “sim” à vontade do Senhor em toda plenitude. Uma única vontade: a vontade de salvar as almas, de trazer todos à salvação eterna.

Aprendemos desde pequenos que cada Ave Maria rezada é uma rosa que se entrega à Virgem Mãe e daí o nome de Rosário.

Ora, é este sentimento que devemos ter ao recitar as contas do rosário. Que à nossa Mãe presenteamos com rosas de alegria e de amor, de confiança e esperança.

Maria é uma Mãe amorosa de todos os filhos e almas deste mundo porque assim quis Jesus Cristo quando, crucificado e após sofrer as mais cruéis torturas, olhou cheio de amor para sua mãezinha e, preocupado em não a deixar sozinha e desamparada, falou ao discípulo amado: “Eis aí a tua Mãe.” (Jo 19,27).

Sejamos nós este discípulo amado a receber, respeitar e cuidar desta Santa Mãe: A Mãe de Jesus.

Faça dela sua Mãe, pois assim como ela cuidou de Nosso Senhor, amamentando, vestindo, educando, colocando para dormir, dando beijos de carinho, abraços de amor infinito, passando os dedos em seus cabelos, sentido o seu doce cheiro, com o coração cheio de amor materno, também ela será assim com você.

Jesus não se afastou de Maria e Maria nunca se afastou de Jesus. Sempre juntos.

Pouco se fala de Maria na Bíblia, mas uma coisa é inquestionável: ela carregou o Cristo em seu ventre e esteve com Ele até seu último suspiro, sofrendo as dores da Cruz.

Uma Mãe que não abandona o Filho, um Filho que não abandona a Mãe.

Nas Glórias de Maria, Santo Afonso de Ligório nos traz as seguintes palavras de Novarino sobre a proteção de Nossa Senhora quando vê seus filhos em perigo no meio da tempestade da tentação: “Esconde-os amorosamente em suas próprias entranhas e ali os guarda até que os coloca no seguro porto do paraíso.”.

Amemos nossa Mãe sem medo de amá-la demais. Jamais seremos capazes de amá-la tanto como a amou o seu filho Jesus.

Confie! Ela não é capaz de desprezar um filho sequer que a chama e reconhece como Mãe. À ela, Jesus também disse: “Eis aí o teu filho!” (Jo 19,26). Seja você este filho!

Distribua rosas para ela todos os dias. Ensine seus filhos a também o fazerem. Coloquem muito amor nestas rosas e, quando um dia chegar no Céu, a Virgem do Rosário te receberá ornada com estas mesmas rosas!

Salve Rainha, Mãe de Misericórdia!

Nossa Senhora com Jesus no colo - maior

Já parou para pensar que o corpo de Jesus era o corpo de Maria? Que o sangue que corria em Jesus era o mesmo de Maria? Maria era virgem quando Jesus foi concebido, quando o Espírito Santo a cobriu com Sua sombra. Então, Jesus era todo de Maria e Maria toda de Jesus. Uma união plena entre mãe e filho.

Fico imaginando como eles eram parecidos fisicamente e, mais ainda, em seu jeito de ser, de falar, de olhar e de ouvir. Jesus aprendendo com Maria e Maria aprendendo com Jesus.

E daí vem um pensamento, se Jesus é Rei, Maria, sua mãe, não pode ser outra coisa a não ser também Rainha. A monarquia de Jesus é também de Maria. A glória do reino de Jesus é a mesma glória do reino de Maria. Como poderia isso ser diferente?

Se Jesus é o Rei do Universo, Maria, sua mãe, outra coisa não poderia ser, a não ser também Rainha do Universo.

E é com segurança que afirmamos que tudo o que está sujeito ao império de Deus também se submete ao domínio de Maria, os anjos, os homens e todas as coisas do céu e da terra.

Mas, se você parar para pensar mais um pouco, verá que Maria não é uma Rainha qualquer, mas uma Rainha que é cheia de doçura e de clemência, que sempre busca fazer o bem para nós, pobres pecadores.

É por isso que na oração da Salve Rainha saudamos Nossa Senhora como Mãe de Misericórdia, porque ela é Rainha de Misericórdia.

Os reis, quando coroados, recebem uma unção especial para sempre realizar obras de misericórdia para o seu povo, mas isso não significa que não devam fazer valer a justiça com aqueles que cometem crimes.

Já Maria, oh Maria, ela não! Ela, embora Rainha, não é rainha da Justiça, mas da Misericórdia, inclinada só à piedade e ao perdão dos pecadores. O principal ofício de Maria é justamente este: socorrer e aliviar os miseráveis.

Sabendo que temos uma Rainha assim só temos motivos para nos alegrar, porque nossa Rainha é uma Mãe cheia de misericórdia e piedade para conosco.

Ora, Jesus, que ama a sua Mãe sem medidas, seria por acaso capaz de negar-lhe algum pedido, qualquer que seja? Tenho certeza que não. Acredite você também! Com Maria como sua intercessora e de sua família, tudo será providenciado por ela, a quem seu Filho amoroso nada consegue negar.

Na Bíblia, um bom exemplo é o da rainha Ester. O rei Assuero, por amor a ela, não foi capaz de negar-lhe o pedido de libertar o seu povo (Est 7, 3). Do mesmo modo, o Senhor Jesus não nega um pedido sequer de sua amada mãe pelos pobres pecadores.

Já se escreveu, inclusive, que “Maria abre o oceano imenso da misericórdia de Deus a quem quer, quando quer e como quer. Pelo que não há pecador, nem o maior de todos, que se perca, se Maria o protege”.

Em Maria nada há de terrível e de severo e, por isso, nenhum infeliz pecador deve temer chegar à sua presença, porque ela é toda benigna e amável. Ora, “quem são os súditos da Rainha de Misericórdia, senão os miseráveis?

Pois então, se queremos nos salvar com segurança, devemos recorrer a esta doce, amorosa e bondosa Mãe, cujo coração se inclina apenas à misericórdia com todos os que lhe pedem, mesmo que possuam uma multidão de pecados.

É por isso que nunca, nunca, podemos nos desanimar ou desistir, quando temos em Maria uma Mãe cheia de graça e misericórdia, em quem podemos sempre confiar, mesmo que nossa vergonha de estar diante de Deus seja imensa.

Maria e o seu amor são sempre maiores que o nosso pecado, por maior que ele seja. É sua presença ao nosso lado que garante a nossa salvação, já que a sua luz resplandecerá sobre nós e o amor do seu Filho por ela permitirá que alcancemos o perdão pelas nossas iniquidades.

Confiemos em Maria, nossa Mãe, Rainha da Misericórdia!

Fonte: Glórias de Maria. Santo Afonso de Ligório.