Festejemos sempre o bom e o belo

Santos do Senhor

Você já percebeu como as festas de Halloween estão crescendo em número e popularidade em nosso país nos últimos anos? Aparentemente uma brincadeira inofensiva que inicialmente começou a ser celebrada em escolas de idioma na tentativa de imitar a cultura americana, mas essa prática se espalha assustadoramente em escolas tradicionais, festas particulares e até como tema de festas natalícias de crianças!

Mas qual o significado do Halloween?

“All hallow’s eve” é uma palavra que provém do inglês antigo, e que significa “véspera de todos os santos”, já que se refere à noite de 31 de outubro, véspera da Festa de Todos os Santos. Entretanto, o antigo costume anglo-saxão lhe roubou seu sentido religioso para celebrar em seu lugar a noite do terror, das bruxas e dos fantasmas. O Halloween marca um triste retorno ao antigo paganismo.

E qual a origem do Halloween?

Esta festa foi criada pelo povo Celta, há mais de 2.000 anos, inicialmente chamada de Samhain. Eles acreditavam que ao final de Outubro (período de colheita), os espíritos do mal retornavam para o mundo real e nesta data eles enfeitavam suas casas com objetos assustadores e cultuavam o deus do mal, consultavam-lhe sobre previsões do futuro, saúde, morte…essa celebração se tornou muito popular na Grã Bretanha mesmo após sua cristianização.

Em 609 d.c., o Papa Bonifácio IV instituiu a Festa de Todos os Santos no calendário da Igreja, e pouco mais de um século após, o Papa Gregório III mudou a sua data para 1o. de Novembro, talvez no desejo de estimular os cristãos, especialmente da Grã Bretanha, a celebrarem a vida dos santos, e não os espíritos do mal, como acontecia no festival Samhain.

E na astúcia daqueles que participam de seitas satânicas, ocultismo e bruxarias, a festa do Halloween foi se difundindo em clara oposição à nossa Festa de Todos os Santos.

Não se iluda! O Halloween NÃO é uma brincadeira inofensiva!

Várias seitas satânicas tem nesta data o ápice de suas celebrações, o dia a se cultuar o príncipe do mal! Sacrifícios humanos e de animais são realizados com fervor nesta data, também pactos com o maligno. Sem falar nos crimes, agressões a jovens e atos de vandalismo que acontecem nesta data em vários países.

E por que razão nós, católicos, permitimos que nessa festa nossos filhos se vistam como diabos, bruxas, caveiras, fantasmas, mortos…? Muitos pais até irão dizer: “…mas meus filhos participam desta festa vestidos de fantasias comuns, fadas, super-heróis, então não há problema algum, trata-se apenas de diversão!”  Cuidado! Isto NÃO é verdade! Sabemos através de religiosos que estudaram este tema (especialmente os exorcistas) e também de ex-praticantes destas seitas, que nesta data o poder das trevas é tão exaltado que exerce uma influência inconsciente em nossos jovens e crianças. A magia e a feitiçaria permitem que o poder do mal vá adentrando em nossas famílias quando abrimos “brechas”, e quão “escancaradas” ficam as portas das nossas casa nesta data ao celebrarmos o poder do maligo…!

Cada pai e mãe tem o livre arbítrio de dizer NÃO a estas celebrações. Nossos filhos não são obrigados a participarem de tais aberrações. Façamos diferente! Vamos intensificar nossas orações em família no dia 31 de outubro. Vamos exaltar a importância de celebramos a linda vida de tantos santos de nossa religião!

Em nosso grupo nós celebramos a Festa de Todos os Santos de maneira muito divertida! Fantasiamos cada criança de um santo diferente, falamos a eles sobre a vida de alguns santos e depois compartilhamos as guloseimas. Diversão garantida!!!

“Não permitam que se ache alguém no meio de vocês que queime em sacrifício o seu filho ou a sua filha; que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria ou faça encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos.

O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, o seu Deus, vai expulsar aquelas nações da presença de vocês.

Permaneçam inculpáveis perante o Senhor, o seu Deus”.        Deuteronômio, 18,10-13

“As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou queremos provocar a ira do Senhor? Acaso somos mais fortes do que ele?”   1 Cor 10,19-22

Vanessa Giffoni

A bênção, João de Deus!

São João Paulo II

Cantai a Deus um canto novo! Cantai a Deus, ó terra inteira!

Nosso santo de hoje, muito amado por toda a humanidade, entoou a Deus durante sua vida sempre um canto novo, porque ele amava o novo, amava a juventude, amava as artes e o esporte, amava com todo seu ser a Deus e à Virgem Maria. Esse amor transpassava a sua alma e chegava até nós. Todos podiam sentir esse Amor Verdadeiro que irradiava do coração do nosso saudoso e muito, muito querido João Paulo II.

E sempre inovando, durante seu pontificado também realizou muitas viagens, anunciando o Evangelho a todas as criaturas, indo e levando a Boa Nova ao mundo inteiro. A missão que lhe foi confiada por Deus estava pulsando sempre em seu coração e era correspondida ainda que sob ameaça de atentados, de hostilidade, da própria dificuldade de locomoção advinda com a idade. Ninguém calava essa voz, sua alma nunca envelheceu.

Apesar das doenças que chegavam e não queriam mais ir embora, ele permanecia firme e não desanimava, seu cântico novo não deixava de ser entoado. E os nossos corações acompanhavam fervorosos cada missão, cada país visitado, cada notícia que era veiculada sobre a sua vida, sobre a sua missão, sobre a sua saúde. Toda a humanidade estava envolvida em sua missão. Deu a Deus tudo o que tinha e lutou ardentemente até chegar ao céu, até receber a coroa da glória.

Hoje, lembrando deste santo que parece estar bem perto de nós porque é nosso amigo querido com o qual estivemos várias vezes, recebemos sua visita em nossa terra, um amigo que aterrissou em nosso aeroporto e beijou nosso solo, um amigo que queríamos sempre dele ter notícias. Um amigo que nos fez pedir a Deus pela recuperação de sua saúde e que nos fez chorar com a sua partida para o céu.

Hoje, a lembrança deste amigo deve ser para nós uma inspiração divina em seguir o seu exemplo de cantar a Deus um cântico novo, de ir ao mundo inteiro levar a Boa Nova a todas as criaturas, de ser alegre, de amar até aquele que tenta contra a sua própria vida, perdoá-lo e ir visita-lo na prisão.

Hoje o céu se abre em festa e nós, como nosso amigo querido que está lá, devemos buscar amar a Deus e a Virgem Maria com todo nosso ser e, como bom cristão, nunca deixar de lutar para, ao final de tudo, assim também como nosso amigo, receber a coroa da Glória!

“Não tenham medo! Abram as portas para Cristo!” São João Paulo II

“A Igreja só será jovem, quando os jovens forem Igreja.” São João Paulo II

“O futuro da humanidade passa pela família. Só ela salva!” São João Paulo II

Mártires da fé

Após 372 anos dos martírios de um sem número de fiéis, um dia de medo, crueldade e muito sofrimento, um número de 30 foram identificados e agora canonizados pela Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Hoje, aqueles dias, 16 de julho e 03 de outubro, se transformaram para nós em sinal de perfeito oferecimento a Deus.

Estes homens, mulheres, jovens e crianças, sacerdotes e leigos, são para nós a prova viva de que Deus ama além do que imaginamos, que Deus tem desígnios que não conhecemos, mas que são destinados sempre a um bem maior.

Temos agora o testemunho destes primeiros mártires do Brasil para nos inspirar a amar as coisas de Deus, a Santa Missa, a Santa Eucaristia.

Aquela missa de Cunhaú, interrompida pelos seus algozes, foi terminada lá no Céu.

Os Santos Mártires não negaram a fé mesmo diante dos piores horrores, mesmo vendo seus filhos, pais, irmãos e amigos passando por tamanha dor.

Deus os socorreu com o dom da fortaleza e Nossa Senhora do Carmo com eles certamente esteve, pois o primeiro martírio, o de Cunhaú, foi justamente no seu dia.

É a disposição de amar a Deus sobre tudo e apesar de tudo que nos faz fortes, pois como diz São Paulo, “quando me sinto fraco, então é que sou forte” (II Cor 12, 10).

Deus mesmo é a nossa força.

E de todo esse sangue derramado, o que mais enobrece o nosso coração é imaginar que, naquele momento, os santos de Deus exclamavam muitas orações, a ponto de terem que lhes cortar as línguas para que não mais as proferissem.

São Mateus Moreira, em Uruaçu, que não teve a língua cortada, mas teve o coração arrancado pelas costas, ainda neste momento, reverenciou a Eucaristia, louvando o Santíssimo Sacramento do Altar.

Deus não permite que nada aconteça sem um motivo.

E penso que o exemplo deixado por estes fiéis para todos nós brasileiros pode ser um deles, pois quantos há que tem medo ou vergonha de assumir a sua fé, de rezar antes de suas refeições, de falar de Deus para seus amigos, de participar de uma vida voltada para Aquele que tudo merece.

Sinto-me abençoada de ter vivido nesse tempo da canonização dos primeiros mártires do Brasil e, mais ainda, de ser norte-riograndense como eles.

Santos mártires do Brasil, roguem por nós, por nossas famílias.

Determinada Determinação

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Ouvindo falar sobre a Vida de Santa Teresa D’Ávila, dentre as tantas belas lições, uma que mais me marcou foi a expressão determinada determinação, porque é exatamente aquilo que mais precisamos em nossas vidas.

Uma determinada determinação de se entregar a Deus em toda nossa inteireza, com nosso corpo e nossa alma, com tudo aquilo que integra o nosso viver, nossa família, nossos filhos, nossos bens materiais e espirituais, nossos sentimentos, nossas alegrias e nossas dores, enfim, tudo.

Ser todo de Deus e para Deus. Em tudo amar, sem nada negar.

Louvar a Deus no primeiro instante em que abrir os olhos pela manhã, viver com Ele cada minuto do dia e, ao final, quando a noite chegar, dirigir-se para Ele e agradecer. Agradecer os desafios, as lutas, os momentos de alegria e de amor. Agradecer sempre. Viver em oração, com o coração voltado para Deus, com determinada determinação.

Não foi sem propósito que Santa Teresa, referindo-se à vida de oração, disse que devemos ter uma determinada determinação. Tanto porque a oração é o começo de uma verdadeira amizade com Deus, como porque Santa Teresa era uma mulher muito determinada.

Aos sete anos de idade, desejosa de ir para o Céu, foi encontrada por um tio, já no portão da cidade de Ávila, pronta para fugir com seu irmão Rodrigo com o objetivo encontrar os mouros e por eles serem mortos como mártires. Para eles, isto era a certeza do Céu.

Ainda pequena, sua brincadeira preferida era fundar mosteiros, tal qual um prenúncio daquilo que mais tarde faria enquanto grande reformadora do Carmelo.

Quando sua querida mãe morreu, aos seus quatorze anos, pôs-se aos pés de uma imagem de Nossa Senhora para pedir-lhe, em meio a lágrimas, que dali em diante a tomasse como sua filha.

Embora tivesse até pretensões de casar, decidiu-se pela vida religiosa por acreditar que era mais garantia de sua ida ao Céu. Quão determinada determinação de chegar à morada celeste!

Já no convento, Teresa adoeceu tão gravemente que seu pai levou-a para casa. Passados alguns dias em estado que a todos parecia estar morta, inclusive com todos os preparativos para seu enterro tomados, o seu amoroso pai agarrou-se ao seu corpo e disse: “esta minha filha não é para enterrar!”. Com isso, não permitiu que ela fosse enterrada e, certamente por um milagre, ela retornou à vida, curando-se após algum tempo de tal enfermidade. Vemos daí de quem a Santa herdou esta determinada determinação!

Mais tarde, de volta ao convento, sentindo que havia muitas distrações para a vida de oração e contemplação que necessitava, conseguiu autorização para fundar um convento, o Carmelo de São José! De início, eram somente ela e quatro irmãs, que logo se transformaram em doze, como os doze apóstolos, no pobre Carmelo de São José.

Queria Santa Teresa travar a sua luta dentro do claustro, pois, em suas palavras, eram como guerreiras, soldados protegendo o Castelo. Queria fazer o que estivesse ao seu alcance, que era a contínua oração e contemplação de Deus, por toda a Igreja e por toda a humanidade:

“Determinei-me então a fazer este pouquinho a meu alcance, que é seguir os conselhos evangélicos com toda a perfeição possível e procurar que estas poucas irmãs aqui enclausuradas fizessem o mesmo”.

Pensava Santa Teresa que tudo se encerraria por aí, mas não. Deus ainda se valeria muito mais de sua determinada determinação.

Santa Teresa fundou diversos conventos, teve uma larga vivência mística e, ainda, deixou um tesouro escrito para nós.

Numa de suas experiências místicas, relatou a Santa que um anjo apareceu-lhe com um dardo de ouro comprido nas mãos, em cuja ponta de ferro havia um pouco de fogo. Com este dardo, perfurou-lhe o coração algumas vezes, atingindo-lhe as entranhas.

Relatou a Santa que: “A dor era tão grande que eu soltava gemidos, e era tão excessiva a suavidade produzida por essa dor imensa que a alma não desejava que tivesse fim nem se contentava senão com a presença de Deus”.

Quando o coração humano já ama a Deus em todo seu limite e este amor não é capaz de aumentar humanamente, Deus pode enviar os seus anjos para transverberar este coração, transformá-lo em outro, que, inundado por imenso amor de Deus, agora sim é capaz de amá-Lo sem limites.

Há muitos relatos destes entre os santos, mas o que mais chama a nossa atenção no caso de Santa Teresa é que, após dez anos de sua morte e vinte da transverberação, seu corpo foi exumado e, por encontrar-se incorrupto, a pedido de um bispo, o seu coração foi retirado, a fim de ser exposto na cidade de Alba de Tormes onde ela morreu. Qual não foi a surpresa quando constaram que em seu coração havia um ferida cicatrizada, com sinais de cauterização, a qual se encaixava perfeitamente ao relato de Santa Teresa da visita do anjo com um dardo de fogo. Era algo humanamente impossível alguém ter sobrevivido a um ferimento daquele, causado por fogo, no coração, ainda mais cauterizado.

Até hoje o coração de Santa Teresa, juntamente com seu braço esquerdo, encontram-se incorruptos e repousam no Convento da Anunciação, em Alba de Tormes, local de sua morte.

Pouco antes de morrer, ouviu-se a Santa ainda declarar: “Oh, Senhor, por fim, chegou a hora de nos vermos face a face! Morro como filha da Igreja”.

Assim pôde dizer Santa Teresa porque em toda sua vida agiu com determinada determinação.

Ah! Que possamos também nós colhermos deste ensinamento algo para nossa vida.

Podemos, sim, começar aos poucos, mas sempre determinados a dar o melhor neste pouco.

Nas mais singelas coisas da vida, determinar-se a colocar todo o amor que tivermos, porque um pequeno ato de amor apaga uma multidão de pecados.

E, quando verdadeiramente nos determinamos a realizar algo por Deus e para Deus, uma transformação acontece em nós e, de forma reflexiva, contagia a muitos que conosco convivem.

Lembre-se: determinada determinação!

Encontre o Caminho e busque a Perfeição. Entre pela porta do Castelo, adentre nos seus mais belos salões e festeje com o Rei! Ele te espera!

Santa Teresa D’Ávila, rogai por nossas famílias.

Fonte:

https://padrepauloricardo.org/episodios/o-que-e-a-transverberacao

https://padrepauloricardo.org/episodios/o-caminho-da-perfeicao

Aparecida

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Nossa senhora apareceu na rede dos pescadores como prenúncio do milagre que estava por vir.
A sua aparição precedeu o milagre como um sinal de que valia a pena insistir, valia a pena tentar de novo sob a proteção da Virgem que já estava ali presente para auxilia-los com a Sua Graça.
A aparição dela para aqueles pescadores dizia a eles: continuem! Estou aqui presente com vocês! Tentem mais uma vez. Agora vai dar certo!
Terem encontrado a imagem da Imaculada Conceição naquela rede, primeiro o corpo, depois a cabeça, encheu-os de alegria e ânimo e eles tiveram a sensibilidade de compreender o recado do céu!
Ainda que a época, o tempo e todas as condições fossem desfavoráveis. Ainda que já tivessem tentado inúmeras vezes sem êxito.
O céu dizia que deviam insistir e jogar a rede mais uma vez!
Depois do encontro da imagem e da oração fervorosa, o milagre aconteceu!
E não cabiam na rede tantos peixes para a alegria daqueles pescadores!
Não vamos desistir! Vamos insistir e continuar jogando nossas redes!
Ouvindo os recados do céu, com oração fervorosa, fé e esperança, o milagre vai acontecer! Acredite! Tenha fé! A Virgem apareceu há 300 anos no rio Paraíba e hoje aparece na nossa vida! Eh só prestar atenção!
Como nas bodas de Caná, Nossa Senhora está atenta ao que nos falta.
Precisamos estar atentos a sua ordem: – Fazei tudo o que Ele vos disser!
Que Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida nos abençoe, nos proteja e apareça em nossas vidas anunciando os milagres que Deus planejou para nós e para nossas famílias!
Muita doçura e amor da Mãe Aparecida para as crianças do nosso país!

 

Eis aí tua Mãe!

Nas contas do Rosário, posso louvar e honrar uma bondosa Mãe.

Que oração singela e delicada é essa que ao longo dos séculos foi se formando entre os santos homens, mulheres e crianças de nossa santa Igreja?

É uma oração agradável aos ouvidos de uma Mãe amorosa, uma oração que lhe aquece o coração, pois, a cada vez que repetimos “Ave Maria, cheia de graça”, ela revive aquele alegre e inesperado momento em que o Anjo Gabriel lhe deu a feliz notícia da encarnação do Filho de Deus, Nosso Senhor.

Na recitação do Rosário, Maria revive o seu momento de entrega total aos planos de Deus, não só como filha, mas como serva, escrava do Senhor: “Eis aqui a serva do Senhor.” (Lc 1, 38).

Sua vontade conformou-se com este “sim” à vontade do Senhor em toda plenitude. Uma única vontade: a vontade de salvar as almas, de trazer todos à salvação eterna.

Aprendemos desde pequenos que cada Ave Maria rezada é uma rosa que se entrega à Virgem Mãe e daí o nome de Rosário.

Ora, é este sentimento que devemos ter ao recitar as contas do rosário. Que à nossa Mãe presenteamos com rosas de alegria e de amor, de confiança e esperança.

Maria é uma Mãe amorosa de todos os filhos e almas deste mundo porque assim quis Jesus Cristo quando, crucificado e após sofrer as mais cruéis torturas, olhou cheio de amor para sua mãezinha e, preocupado em não a deixar sozinha e desamparada, falou ao discípulo amado: “Eis aí a tua Mãe.” (Jo 19,27).

Sejamos nós este discípulo amado a receber, respeitar e cuidar desta Santa Mãe: A Mãe de Jesus.

Faça dela sua Mãe, pois assim como ela cuidou de Nosso Senhor, amamentando, vestindo, educando, colocando para dormir, dando beijos de carinho, abraços de amor infinito, passando os dedos em seus cabelos, sentido o seu doce cheiro, com o coração cheio de amor materno, também ela será assim com você.

Jesus não se afastou de Maria e Maria nunca se afastou de Jesus. Sempre juntos.

Pouco se fala de Maria na Bíblia, mas uma coisa é inquestionável: ela carregou o Cristo em seu ventre e esteve com Ele até seu último suspiro, sofrendo as dores da Cruz.

Uma Mãe que não abandona o Filho, um Filho que não abandona a Mãe.

Nas Glórias de Maria, Santo Afonso de Ligório nos traz as seguintes palavras de Novarino sobre a proteção de Nossa Senhora quando vê seus filhos em perigo no meio da tempestade da tentação: “Esconde-os amorosamente em suas próprias entranhas e ali os guarda até que os coloca no seguro porto do paraíso.”.

Amemos nossa Mãe sem medo de amá-la demais. Jamais seremos capazes de amá-la tanto como a amou o seu filho Jesus.

Confie! Ela não é capaz de desprezar um filho sequer que a chama e reconhece como Mãe. À ela, Jesus também disse: “Eis aí o teu filho!” (Jo 19,26). Seja você este filho!

Distribua rosas para ela todos os dias. Ensine seus filhos a também o fazerem. Coloquem muito amor nestas rosas e, quando um dia chegar no Céu, a Virgem do Rosário te receberá ornada com estas mesmas rosas!

“Eu cumpro a ordem do meu coração”

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Toda primeira sexta-feira do mês é dia dedicado ao Sagrado Coração de Jesus.

E, hoje, nesse dia especial de oração, faz uma semana que iniciamos nossas postagens.

Dias muito especiais se seguiram desde a festa dos Santos Arcanjos. Falamos sobre o Dia da Bíblia e de São Jerônimo, de Santa Terezinha, do Anjo da Guarda, dos Santos Mártires, de São Francisco de Assis e de Santa Faustina. A cada dia nos guiou o Senhor sobre o que compartilhar com vocês, nossos amigos.

Não planejamos assim como aconteceu. Deus foi nos inspirando a cada dia, nas manhãs, nas madrugadas e, de forma surpreendente, nosso coração sentia a necessidade de escrever e de compartilhar. Não foram nossos planos, mas o Plano de Deus que se realizou. Nós apenas buscamos ser sensíveis à Sua voz e cumprir a ordem do nosso coração.

Como Ele nos inspirou a nos reunirmos, enquanto mães, e rezarmos por nossos filhos de forma simples e despretensiosa há quatro anos, Ele também nos inspirou a criação deste espaço de evangelização e de acolhimento.

Ficamos muito felizes em saber que estamos levando paz, amor e o aconchego de Deus para muitas pessoas que se sentem bem em ler o que, sob a luz do Espírito Santo, buscamos escrever.

Hoje, queremos dizer que Jesus procura abrigo em nossos corações. Ele vai batendo, de porta em porta, até alguém abrir.

Ouça Jesus, abra o seu coração para que Ele possa entrar e fazer morada.

Silencie para ouvir a Deus e ao seu chamado. Busque sempre cumprir a ordem do seu coração.

Não sabemos o que Deus preparou para nós, não sabemos qual o seu Plano para as nossas vidas, não sabemos aonde chegará este espaço de evangelização. Mas, em oração e com muita humildade e obediência, queremos ouvir as ordens de Deus e ser sensíveis ao que Ele nos inspira, pedindo a graça, a força e a coragem necessárias para cumprir fielmente seus desígnios.

Deus tem um plano para cada um de nós!

Silencie. E em oração Deus há de falar. Ele nos fala sempre, basta prestarmos atenção e ouvir.

Deus tem um plano para você. Cumpra a ordem do seu coração!

“O amor de Deus é a flor e a misericórdia o fruto.”  (D. 949)

Sempre fiquei muito impressionada com a forma que Deus se revela e age em seus santos, seus eleitos.

E muito mais me impressionou a história de Santa Faustina Kowalska.

Foi uma amiga querida quem primeiro me apresentou a esta Santa e logo dela me tornei devota.

Iniciando a leitura do seu Diário da Misericórdia fiquei extasiada com a frequência que esta grande Santa via o Nosso Senhor Jesus e como Ele lhe falava de coisas cotidianas, preocupando-se com pequenos detalhes de sua vida.

Uma outra coisa que também me deixou deslumbrada foi a forma direta e clara com a qual Jesus se comunicava com Santa Faustina.

Ordens específicas sobre como pintar o quadro de Jesus Misericordioso, quais frases dizer na oração pela misericórdia e o horário em que deveria ser recitada esta mesma oração.

Jesus chega, inclusive, a ensinar uma jaculatória à Santa Faustina para que reze às três horas, caso suas obrigações não permitam a oração completa do terço da misericórdia.

E foi assim, diante de todo esse cuidado e zelo de Nosso Senhor, numa pedagogia antes desconhecida por mim, que compreendi o quanto Deus se preocupa com todos os aspectos de nossas vidas e o quanto Ele quer que, em todas as nossas necessidades, recorramos a Sua Misericórdia.

Neste ano de 2017, fui escolhida por Santa Faustina para ser minha Santa protetora, pois uma outra grande amiga me ensinou o costume de, no primeiro dia do ano, fazer um sorteio com nomes de muitos santos, do qual deveriam participar todos da família. Segundo a tradição, era o santo quem lhe escolheria, e não você ao santo, para lhe proteger no ano novo que se iniciaria.

E qual não foi minha grata surpresa quando, lendo o Diário de Santa Faustina, vi que, em seu convento, tinham o mesmo costume e que a Santa esperava e se alegrava muito com este momento, de sortear o seu santo protetor.

Sinto-me, assim, no direito de dizer que quero ser sua amiga, Santa Faustina, e que quero levar nesta amizade todas as famílias de Jesus, todas as famílias que desejam ardentemente ser de Jesus, todas as famílias que ainda não O conhecem, todas as famílias que necessitam do verdadeiro Amor.

Obrigada, minha amiga, Secretária da Misericórdia, por ter sempre sido humilde e obediente ao Nosso Senhor Jesus, por nos ensinar como O devemos amar e a Santa Virgem.

Quero colocar todas as famílias sob os raios das Misericórdia do Senhor, porque como dissestes em seu Diário, minha amiga do Céu: “Foi à luz dos Vossos raios da Misericórdia que compreendi quanto me amais.” (D.1487).

Assim, desejo de todo coração que, confiantes no amor de Deus por nós, possamos sempre nos aconchegar nestes raios de misericórdia que jorram para nós. E lá, neste cantinho especial, possamos sentir o consolo para nossas dores e preocupações de cada dia, num abraço apertado de um Pai Misericordioso.

O poverello de Assis

são francisco

Olá! Me pediram para escrever sobre São Francisco de Assis em virtude da comemoração de seu dia! Confesso que minha intenção nas próximas linhas passará longe de informar de forma didática sobre a vida desse Santo tão importante para a nossa amada Igreja Católica. Aliás, não tenho autoridade e nem capacidade para fazer tal coisa!

O que vou tentar aqui é relatar como São Francisco entrou na minha vida e as mudanças que fez, o caminho que ele me ensinou e como fiquei apaixonado pelo seu modo de viver, procurando sempre ser o “Evangelho vivo” e gritando pelas ruas da pequena Assis: “ O Amor não é amado”.

Meu caminho de conversão passa diretamente pela descoberta da existência desse homem que viveu na Idade Média, filho de um grande comerciante que nutria em seu filho os mais altos sonhos dessa vida terrena. Filho de Pietro Bernadone e Dona Pica Bernadone, recebeu inicialmente o nome de Giovanni dado por sua mãe, porém, o pai quando chega de viagem muda imediatamente para Francesco, querendo já encaminhar o filho às ambições de nobreza e títulos. E assim Francisco foi criado até se deparar com uma doença, que o deixou acamado por vários dias…nessa doença, o próprio Jesus o foi catequizando assim como fez com São Paulo em sua “queda” do cavalo.

A partir dessa experiência com o próprio Cristo, Francisco nunca mais foi o mesmo!! Vivia pelos cantos da cidade lendo, se emocionando com os pequenos gestos de amor que Jesus lhe demonstrava. As festas, as competições, a loja de tecidos de seu pai, nada disso agora importava mais para Francisco pois ele tinha encontrado o “Grande Tesouro” e estava disposto a vender tudo o que possuía para comprar esse Tesouro!

O resultado nós sabemos: em praça pública, Francisco rompe com seu pai e nasce de novo!

Nessa nova vida, o jovem Francisco resolve viver ao pé da letra o Evangelho.

E não é que seu exemplo vivo acabou atraindo outros jovens, moças e até casais! Eles também queriam viver a simplicidade do Evangelho. E assim deu-se a criação das 3 ordens fundadas pelo próprio Francisco: A dos Frades Menores, a das Clarissas e a Ordem Franciscana Secular!

Lendo sobre sua vida e até agora, neste momento em que escrevo, meu coração se enche de um amor que não consigo explicar! Definitivamente conhecer a história de São Francisco foi o que me fez tentar seguir o caminho do Evangelho! E fico me perguntando, assim como Padre Zezinho em sua música: e se os jovens de hoje topassem com Francisco de Assis??? Teriam mil ideias de renovação? Seriam consciência do povo? Seriam mais irmãos?

Numa era em que se fala mais de diversidade do que semelhança, deveríamos voltar ao básico: Amar a Deus, a criação e os irmãos! Essa é a base da regra Franciscana….São Francisco grita isso há mais de 800 anos!!

Terminando esse texto me veio à mente a grande pergunta que a própria Santa Clara se fez ao se deparar com a nova regra de vida do antigo “bon vivant” Francesco: “Será que tenho tamanho amor por Cristo como ele??”

Paz e bem!!

Protomártires

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Cunhaú e Uruaçu

Foram palco do martírio

E como a Jesus no Calvário

Do olhar da Mãe de Deus o auxílio

Tanto sangue derramado

No nosso chão potiguar

Por amor a Jesus Cristo

Ninguém se deixou calar

Homens e mulheres

Sacerdotes e crianças

Toda família foi vítima

De uma cruel matança

E em meio a tanta dor

Deram grande testemunho

Ensinando com ardor

Como se deve amar Nosso Senhor

Abraçaram o martírio

Tudo em nome do Senhor

Foi a Santa Eucaristia

Sua coragem, seu louvor

A realeza do Cristo

Exaltada por amor

De santos homens e mulheres

Pelo sacramento do Amor

No sangue do Cordeiro

E com palmas nas mãos

Reluziram para todos

Uma grande multidão

Perante o trono de Deus se encontram

Dia e noite em seu Santuário

Hinos de louvor entoam

Com seu belo vestuário

E nós, pequenas almas,

Com o olhar nos protomártires

Aprendemos a sofrer com mais amor

A dor de cada dia, o suor do nosso labor

Olhai o povo do Rio Grande

Nossas famílias de Jesus

Santos Mártires nos ajudem

A suportar a nossa Cruz

Aqui não tínhamos nenhum santo

E agora temos tantos

Santos homens, mulheres e crianças do Senhor